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Economia Vendas on-line caem no País

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O varejo on-line brasileiro faturou R$ 36,6 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 13,7%. (Foto: Reprodução)

O varejo on-line brasileiro faturou R$ 36,6 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 13,7% sobre o resultado de R$ 42,4 bilhões registrado um ano antes, segundo informações da empresa de análise de dados sobre comércio eletrônico Neotrust.

O desempenho fez a consultoria revisar para baixo a projeção de faturamento do segmento para o ano todo. Antes, estimava um aumento de 1,8%. Agora, projeta um recuo de 7%. A expectativa de crescimento de 2,3% no volume de pedidos foi revisada para queda de 13% na comparação com 2022.

“Sem uma melhora nos índices macroeconômicos, a tendência de desaceleração das vendas observada em 2022 continua no primeiro trimestre de 2023”, afirma a consultoria, em relatório.

Embora o valor médio de R$ 471 por compra no primeiro trimestre tenha crescido 5% na comparação com igual período do ano passado, refletindo também a inflação, o volume mais baixo de pedidos gerou a queda em faturamento.

O aumento da movimentação em lojas físicas, após o abrandamento da pandemia da covid-19, reduziu o número de consumidores on-line para 19 milhões, 23% menos do que o registrado um ano antes.

O segmento de telefonia, teve o pior desempenho das cinco principais categorias do e-commerce, com queda de 31,98% em faturamento no primeiro trimestre ante igual período de 2022.

A categoria, que inclui celulares e smartphones, perdeu para eletrodomésticos o posto de maior geradora de receita para o e-commerce. Entre janeiro e março, telefonia foi responsável por 14,7% da receita do varejo on-line, ante 18,5% nos três primeiros meses de 2022. Eletrodomésticos ganhou a primeira posição, com 15,2%.

O faturamento de eletrônicos, segmento que engloba computadores pessoais, recuou 17,2% no primeiro trimestre ante igual período de 2022 e o resultado de eletrodomésticos caiu 9,5%. No mesmo intervalo, o faturamento das categorias de moda e acessórios e de móveis recuou 8,3% e 4,9%, respectivamente.

Nos próximos trimestres, a Neotrust projeta um crescimento mais expressivo nas vendas de alimentos, bem como de produtos voltados para animais de estimação e farmácia, acima da média de outras categorias.

A consultoria também destaca o avanço de vendedores de menor porte no e-commerce. Entre o primeiro trimestre de 2022 e o mesmo intervalo deste ano, a participação dos grandes varejistas on-line no volume de vendas recuou de 70% para 64%, enquanto as lojas de médio porte avançaram de 26% para 31% e as pequenas ganharam um ponto percentual, gerando 5% das vendas no primeiro trimestre.

Os dados da Neotrust se baseiam em vendas registradas por 5 mil varejistas on-line, exceto Mercado Livre, Amazon, plataformas que vendem produtos importados (“cross border”, no jargão do setor) e marketplaces de produtos de segunda mão. As informações são do jornal Valor Econômico.

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