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Saúde Febre maculosa: saiba quais animais hospedam o carrapato-estrela e como a contaminação ocorre

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A transmissão se dá pela picada de uma espécie conhecida como carrapato-estrela. (Foto: Reprodução)

A confirmação da febre maculosa como causa da morte de quatro pessoas que visitaram uma fazenda em Campinas, São Paulo, tem chamado atenção para os riscos da doença. Infecção causada por bactérias, a transmissão se dá pela picada de uma espécie conhecida como carrapato-estrela. Ameaça aos humanos, ele aparece com mais frequência em capivaras e cavalos, mas também em outros animais.

“Falamos que o Amblyomma cajannense, o carrapato-estrela, não é um carrapato de uma única espécie. Ele atinge cavalos, bois, gambás, micos, aves, répteis e o homem, mas também animais de estimação, como gatos e cachorros”, disse o veterinário José Renato de Rezende Costa, membro da Comissão Nacional de Saúde Pública do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

Nos homens, porém, a doença é desenvolvida e pode levar a óbito. Flávio Moutinho, professor de medicina veterinária da Universidade Federal Fluminense (UFF), ressalta que os carrapatos-estrela possuem duas fases principais: a adulta, quando eles já têm um formato estrelado e são mais perceptíveis ao olhar humano, e a inicial e larval, conhecida em zonas rurais como “micuim”.

“A fase inicial é a que mais preocupa. Isso porque eles têm um tamanho microscópico e são quase imperceptíveis. Ficam no solo ou na vegetação e esperam o hospedeiro passar. Este hospedeiro pode ser um humano ou animal, embora sejam preferencialmente cavalos e capivaras”, destaca. “Como são pequenos, não vemos e, se o carrapato está infectado com a bactéria e fica muito tempo na pele, pode passar para a gente.”

Dicas

O que fazer se for picado por carrapato-estrela? Segundo Costa, é preciso que os animais de estimação sejam sempre analisados, de modo que a presença de carrapatos – estrela ou não – seja identificada precocemente. Se constatada a contaminação, é recomendado que eles sejam levados ao veterinário, que deve fazer a indicação do melhor produto a ser usado. Já em humanos, o carrapato deve ser removido com uma pinça.

“Não aperte ou esmague ele, mas puxe com cuidado e firmeza. Depois de removido, a área deve ser lavada com álcool, água e sabão. Quanto mais rápido for retirado, menor o risco de desenvolver a doença”, explica. “É importante que pessoas que frequentem áreas rurais fiquem atentas. Procurem os médicos aos primeiros sinais e, para animais domésticos, levem em veterinários.” As informações são do jornal O Globo.

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