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Geral Presa por morte de idosa em confusão em hospital ameaçou médica na delegacia: “Toma cuidado! Vou te matar na porrada!”

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Confusão em hospital terminou com morte de paciente no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução)

Samara Kiffini do Nascimento Soares, presa após a confusão que terminou com a morte da paciente Arlene Marques da Silva, de 82 anos, no Hospital Francisco da Silva Teles, na Zona Norte do Rio de Janeiro, ameaçou a médica Sandra Lúcia na 27ª DP (Vicente de Carvalho), quando a responsável pelo plantão prestava depoimento. “Toma cuidado na área porque você está marcada! Não fica por ali na frente! Vou te matar na porrada!”, gritou Samara.

A ameaça foi na frente de outras testemunhas, dos PMs que atenderam à ocorrência e do policial civil que lavrava o registro de ocorrência.

Horas antes, Sandra Lúcia tinha sido agredida no hospital pelo pai de Samara, André Luiz do Nascimento Soares, que também foi preso. A médica levou 5 pontos na boca e ficou com hematomas e cortes pelo corpo.

“Jogou a médica no chão, espancando a médica. Deu vários socos na face dela”, contou uma testemunha do ataque.

Antes de ser derrubada por André, Sandra também foi ameaçada por ele: “Você é uma p*ta! Você vai ter que me atender! Se não me atender eu vou bater em você!”, narrou a médica ao depor.

A Justiça do Rio manteve, na tarde desta terça-feira (18), durante audiência de custódia, a prisão de André Luiz do Nascimento Soares, de 46 anos, e sua filha, Samara Kiffini do Nascimento Soares, de 23. Os dois, que tinham sido presos em flagrante no último domingo (16) pela agressão à médica e pela morte da idosa tiveram a prisão convertida em preventiva.

Entenda a confusão

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, por volta das 3h de domingo André Luiz procurou o Hospital Francisco da Silva Teles “com um pequeno corte no dedo da mão esquerda”. Ele estava com a filha, Samara.

Sandra era a única médica no plantão da unidade, que tem 4 andares, onde há clínicas médicas e cirúrgicas e salas para pacientes graves e emergenciais.

Com a demora no atendimento, André e Samara invadiram a área restrita e passaram a depredar as instalações. Na sequência, Sandra Lúcia foi agredida por André com socos.

Enquanto a confusão acontecia, Arlene, que estava na sala vermelha em estado gravíssimo, entrou em parada cardiorrespiratória e morreu.

André e Samara foram presos e vão responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar, além de lesão corporal, desacato, dano ao patrimônio público e ameaça.

O delegado Geovan Omena afirma que André “causou um caos no hospital”. “Os pacientes e o pessoal da saúde ficaram desesperados. Eles quebraram o hospital. Tivemos uma paciente que morreu em razão da conduta deles. Eles invadiram a sala vermelha, sabiam que tinha paciente em estado grave e não se importaram.”

O que dizem os envolvidos

A defesa de pai e filha diz que eles são inocentes. “O que a gente tem ainda é muito simplório. As coisas são muito simples, ainda que tenham sido apuradas em delegacia”, afirmou o advogado Cláudio Rodrigues.

“A defesa entende, pela máxima vênia, que acusar duas pessoas de homicídio é um pouco forçoso. É querer culpar uma ineficiência do estado em cima de duas pessoas que tem a idoneidade comprovada. Todos que conhecem o hospital, o PAM de Irajá, sabem do atendimento precário”, emendou.

A Secretaria Municipal de Saúde diz que o plantão noturno do setor de clínica médica do hospital deveria ter dois médicos, mas um deles teve um problema de saúde e não compareceu.

A secretaria diz ainda que todas as unidades de saúde da prefeitura têm vigilantes desarmados, que acionam a polícia quando necessário. As informações são do portal de notícias G1.

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