Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de agosto de 2023
A economia da Europa cresceu modestamente após meses de estagnação. Os 20 países que usam o euro tiveram um crescimento de 0,3% no período de abril a junho, em comparação com os primeiros três meses do ano, informou a agência de estatísticas da União Europeia (UE), a Eurostat, na segunda-feira.
Segundo especialistas, as altas taxas de juros destinadas a combater a inflação têm cobrado o preço dos consumidores, pois tornam mais caro para as famílias e empresas tomar empréstimos, investir e gastar.
De acordo com a Eurostat, a zona do euro teve crescimento zero no primeiro trimestre e um ligeiro declínio no quarto trimestre do ano passado. O crescimento de 3,3% da Irlanda, o maior da zona do euro, também distorceu o quadro geral, disseram especialistas. Os números do PIB irlandês sofrem grandes oscilações em razão das grandes multinacionais que possuem suas sedes lá, incluindo gigantes da tecnologia como Meta, Google e Apple.
Sem a Irlanda, o crescimento da zona do euro teria sido de apenas 0,1%, disse Franziska Palmas, economista sênior da Capital Economics para a Europa.
“O número geral foi impulsionado por algumas idiossincrasias de alguns países e mascara um momento que provavelmente está muito mais próximo da estagnação”, disse Marc de Muizon, analista europeu sênior do Deutsche Bank Research.
A maior economia da Europa, a Alemanha, teve uma leve reação no segundo trimestre, registrando crescimento zero após dois trimestres consecutivos de queda na produção. No caso alemão, os altos custos de energia ligados à guerra da Rússia na Ucrânia têm atrapalhado um melhor desempenho da economia.
Juros
No último dia 27, o Banco Central Europeu (BCE) aumentou a sua taxa de juros de referência em 0,25 ponto percentual, o nono aumento consecutivo como parte de sua política monetária restritiva de combate à inflação na zona do euro.
No entanto, após seus nove aumentos sucessivos, a instituição monetária sugeriu que poderia fazer uma pausa no aumento de suas taxas nos próximos meses.
A taxa sobre depósitos, que serve de parâmetro para as demais, chegou ao seu máximo histórico de 3,75%, atingido entre outubro de 2000 e maio de 2001. A taxa de refinanciamento subiu para 4,25% e a sobre empréstimos marginais para 4,50%.
Por outro lado, o BCE decidiu reduzir a 0% a remuneração de uma parte das reservas obrigatórias dos bancos, o que reduzirá a fatura que deve ser paga em juros sobre as reservas que ainda representam vários bilhões de euros.
“A inflação continua caindo” em 2023, mas “deve permanecer muito alta por muito tempo”, explicou o BCE em comunicado, detalhando suas decisões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e de agências internacionais de notícias.
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