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Economia Banco Central diz que R$ 7 bilhões continuam “esquecidos” nos bancos; saiba como pedir o saque

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Mas ainda restam R$ 7,12 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro, segundo informações do painel do serviço, na última quinta-feira (03)

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Em setembro de 2013, era possível comprar US$ 1 com aproximadamente R$ 2,30. Hoje, é preciso desembolsar quase R$ 5. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Os brasileiros ainda podem sacar R$ 7,178 bilhões em recursos “esquecidos” nos bancos, segundo as estatísticas de junho do Sistema Valores a Receber (SVR), publicadas pelo Banco Central. O valor é similar ao balanço do mês anterior, que apontava que R$ 7,123 bilhões ainda podiam ser devolvidos pelo sistema.

A maior parte do valor a ser devolvido à população está concentrada nos bancos (R$ 4,228 bilhões), seguidos por administradores de consórcios (R$ 2,119 bilhões) e cooperativas (R$ 627,852 milhões).

Conforme as estatísticas do BC, 63,07% do público que tem dinheiro “esquecido” nos bancos pode recuperar valores de até R$ 10. Já 24,99% têm a receber entre R$ 10,01 e R$ 100 e 10,18% podem ter a devolução de R$ 100,01 a R$ 1.000. Em relação a valores acima de R$ 1.000,01, o porcentual é de 1,77%.

Já foram recuperados pela população R$ 4,432 bilhões até junho, o que beneficiou 14,475 milhões de pessoas físicas e 571,808 mil empresas. Só em junho foram devolvidos R$ 229 milhões.

O SVR foi lançado pelo BC no início de 2022 para possibilitar que a população recupere valores que ficaram esquecidos em bancos e demais instituições financeiras e de pagamento. Depois de um início tumultuado, devido à alta procura pelos recursos, a segunda fase do sistema, prevista inicialmente para maio, foi adiada em meio à greve dos servidores do BC no ano passado. O acesso ao SVR foi retomado em março deste ano.

Resgate

Para avaliar se há valores a receber em instituições bancárias, basta acessar o site https://valoresareceber.bcb.gov.br, do Banco Central, e clicar em “Consulte se tem valores a receber”. Insira os dados e clique em “Consultar”.

Após a consulta mostrar que há valores a receber, clique em “Acessar o SVR” e, se não houver fila de espera, você será direcionado para a página de login gov.br.

Para acessar os valores do usuário (pessoa física) ou de pessoas falecidas, a conta gov.br precisa ser de nível prata ou ouro. Caso a conta seja bronze, basta acessar o aplicativo gov.br, clicar em “aumentar nível” e fazer a validação.

Para acessar valores de pessoa jurídica, a conta gov.br precisa ter o CNPJ a ela vinculado (qualquer tipo de vínculo, exceto Colaborador).

O usuário terá 30 minutos dentro do sistema. Ele irá acessar a opção “Meus Valores a Receber”. Depois, deve ler e aceitar o Termo de Ciência e verá na tela o valor a receber, o nome e os dados de contato da instituição que devolverá o valor e a origem (tipo) do valor.

O usuário deve clicar em “Solicitar por aqui” e selecionar uma chave Pix, caso em que a instituição devolverá o valor em até 12 dias úteis – não necessariamente via Pix (pode ser realizada TED ou DOC). É importante guardar o número de protocolo.

Caso não apareça a chave Pix disponível para seleção, é possível criar uma chave em uma instituição bancária e voltar ao sistema para tentar novamente solicitar o valor. Ou então, o usuário deverá entrar em contato diretamente com a instituição financeira por telefone ou e-mail informados ali para combinar a forma de devolução.

O “dinheiro esquecido” devolvido vem de:

*Contas-correntes ou poupanças encerradas e não sacadas;
*Cobranças indevidas de tarifas ou de obrigações de crédito previstas em termo de compromisso assinado com o BC;
*Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de associados de cooperativas de crédito;
*Grupos de consórcio extintos;
*Cobranças indevidas de tarifas ou obrigações de crédito não previstas em termo de compromisso;
*Contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas e com saldo disponível;
*Contas encerradas em corretoras e distribuidoras de títulos e de valores mobiliários;
*Demais situações que resultem em valores a serem devolvidos reconhecidas pelas instituições financeiras.

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