Sexta-feira, 12 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
16°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Lula “esticou demais a corda” na negociação da reforma ministerial

Compartilhe esta notícia:

O presidente perdeu o timing. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Não há dúvidas nas rodas políticas em Brasília de que o presidente Lula esticou demais a corda, que acabou rompendo do lado dele. Até porque, no meio do caminho, houve uma declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que desagradou e empoderou o Centrão. Além disso, mais uma vez o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL),  conseguiu mostrar que consegue entregar o que o governo quer e frear a oposição quando assim deseja. Foi o que ele fez, por exemplo, na CPI do MST.

Resultado: a fatura ficou mais cara. Como se fossem juros do crédito rotativo. Como Lula não pagou a conta e não entregou o que Lira e o PP queriam, tampouco atendeu aos desejos do Republicanos, agora terá de arcar com os custos do atraso político.

“O presidente perdeu o timing. Deveria ter resolvido a acomodação dos novos ministros logo após Lira entregar a aprovação da Reforma Tributária, do Carf, e do Arcabouço Fiscal. Mas preferiu viajar e deixar para depois. Agora, está bem endividado”, comparou grande liderança partidária do PP de Lira.

A conta não ficará apenas na entrega de ministérios. Serão grandes pastas, com presença social e obras; diretorias de bancos públicos e acordo sobre o comando de autarquias. Todos os escalões entram na composição.

Lula e Lira conversaram. Até que haja o anúncio formal, podem ocorrer mudanças, mas o cenário desenhado, é entregar o Ministério do Desenvolvimento Social, porém com divisão da atuação da pasta; o Ministério de Portos e Aeroportos e uma diretoria da Caixa.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, fez a Lula seu último apelo para ser reconduzido ao cargo. Apresentou um balanço de sua gestão, lembrou o fim da Lava-Jato sob sua batuta e, principalmente, destacou que se uniu aos ministros Jorge Messias (AGU) e Flávio Dino (Justiça) na ofensiva do governo sobre a Eletrobras.

O parecer de Aras pró-União na revisão do contrato de privatização da Eletrobras após o apagão desta semana é visto como uma janela de oportunidade para Aras. O Ministério da Justiça também acionou a empresa. Mas as chances do PGR são consideradas baixas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Ministra Simone Tebet defende apreensão do passaporte de Bolsonaro
Disputa por vagas do Superior Tribunal de Justiça provoca guerra de dossiês em Brasília
Pode te interessar