Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de dezembro de 2015
O casamento continua tendo ampla adesão entre os brasileiros. Em relação ao ano passado, houve um aumento de 5,1% no número de registros de matrimônio. No total, foram 1,1 milhão de uniões realizadas em todo o território nacional em 2014. Mas se no passado as famílias eram formadas cedo, agora a tendência é que o casamento e o nascimento dos filhos fique para depois.
Segundo as Estatísticas do Registro Civil 2014, divulgadas nessa segunda-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a média de idade com que os homens se casam se manteve na casa dos 30 anos, e, no caso das mulheres, 27.
A pesquisa apontou ainda um envelhecimento no perfil de fecundidade das mulheres de 2004 para 2014. O quadro é evidenciado pelo aumento no percentual de filhos recém-nascidos de mães entre 30 a 34 anos e entre 35 e 39.
Conforme o IBGE, enquanto o índice de crianças nascidas de mães de 15 a 19 anos ficou estático em relação a 2013, com 17,7% do total, houve um ligeiro aumento no percentual do grupo de 30 a 34 anos, que passou de 19,4% para 20%, e no grupo de 35 a 39, que saiu de 9,3% para 10%. A elevação na idade média dos casamentos e também da fecundidade, de acordo com o instituto, tem relação direta com a preocupação das pessoas com a sua vida profissional.
“Tanto os homens quanto as mulheres estão postergando a idade com que se casam porque estão se motivando para adquirir mais anos de estudo e melhores postos de trabalho, e, para isso, precisam abdicar de outras coisas como o casamento”, explicou o pesquisador do IBGE Ennio Mello.
(AG)
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