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Política Bate-boca no Supremo: ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça discutem no julgamento: “Não coloque palavras na minha boca”

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A discussão aconteceu durante o julgamento de Aécio Lúcio Costa Pereira, o primeiro réu pelos atos a ter o caso analisado pela Suprema Corte.

Foto: Reprodução
A discussão aconteceu durante o julgamento de Aécio Lúcio Costa Pereira, o primeiro réu pelos atos a ter o caso analisado pela Suprema Corte. (Foto: Reprodução)

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e André Mendonça, divergiram nesta quinta-feira (14) sobre a atuação do governo, em especial do Ministério da Justiça, no dia 8 de janeiro, data em que foram realizados os atos democráticos e depredações nas sedes dos Três Poderes em Brasília.

A discussão entre os magistrados aconteceu durante o julgamento de Aécio Lúcio Costa Pereira, o primeiro réu pelos atos a ter o caso analisado pela Suprema Corte. A pena definida foi de 17 anos – 15 anos e seis meses de prisão em regime inicial fechado e, na sequência, mais 1 ano e seis meses de detenção em regime aberto.

Em um determinado momento da sessão, André Mendonça lembrou que foi ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, citou manifestações de 7 de Setembro, e disse que agentes da Força Nacional poderiam ter sido acionados para evitar os ataques aos prédios públicos federais.

“Em todos esses movimentos de 7 de Setembro, como ministro da Justiça, eu estava de plantão com uma equipe à disposição, seja no Ministério da Justiça, seja com policiais da Força Nacional, que chegariam aqui em minutos para impedir o que aconteceu”, declarou Mendonça.

“Eu não consigo entender, e também carece de resposta, como o Palácio do Planalto foi invadido da forma como foi invadido”, completou o ministro.

Alexandre de Moraes, então, interrompeu o colega e afirmou que houve omissão no dia 8 de janeiro por parte da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal, que deveria reprimir os manifestantes nas vias públicas.

O ministro do Supremo, que também foi ministro da Justiça, mas na gestão Michel Temer, declarou ainda que a Força Nacional não poderia ter atuado se não houvesse demanda do governo do Distrito Federal.

“Ministro André, se me permite, já que vossa excelência entrou nesse caso. As investigações demonstram claramente o porquê que houve essa facilidade. Cinco coronéis comandantes da PM do DF estão presos, exatamente porque, desde o final das eleições, se comunicavam por [WhatsApp] dizendo exatamente que iriam preparar uma forma de, havendo manifestação, a Polícia Militar não reagir”, afirmou Moraes.

“Eu também fui ministro da Justiça e sabemos, sabemos nós dois, que o ministro da Justiça não pode utilizar a Força Nacional se não houver autorização do governo do Distrito Federal, porque isso fere o princípio federativo”, acrescentou o magistrado.

Posteriormente, Alexandre de Moraes disse considerar um “absurdo” Mendonça “querer falar que a culpa do 8 de janeiro é do ministro da Justiça”.

“É um absurdo, quando cinco comandantes [da PM] estão presos, quando o ex-ministro da Justiça [Anderson Torres, então secretário de Segurança do DF] fugiu para os Estados Unidos e jogou o celular dele no lixo, e foi preso. E, agora, vossa excelência vem no plenário do STF, que foi destruído, dizer que houve uma conspiração do governo contra o próprio governo? Tenha dó”, disse o ministro.

Quando Alexandre de Moraes citou Anderson Torres, Mendonça foi ao microfone e disse “não ser advogado de ninguém”.

E, no momento em que Moraes, falou sobre “conspiração do governo”, Mendonça disse ao colega para “não colocar palavras” em sua boca.

“Tenha dó vossa excelência”, rebateu Mendonça.

O ministro Gilmar Mendes, então, fez uso da palavra, expôs algumas considerações e os ânimos se acalmaram. Na sequência, os magistrados pediram desculpas um ao outro e a sessão prosseguiu, com a conclusão do voto de André Mendonça.

Antes do bate-boca protagonizado por Moraes e Mendonça, os ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques protagonizaram uma pequena discussão.

Gilmar Mendes se dirigiu a Nunes Marques afirmando que o dia 8 de janeiro não foi um “passeio no parque”, em referência à declaração dada por Alexandre de Moraes no dia anterior do julgamento. E afirmou:
“A cadeira em que o senhor [Nunes Marques] está sentado estava lá na rua no dia da invasão”, afirmou Mendes.

Em resposta, Nunes Marques lembrou que não havia utilizado a expressão “passeio no parque”.

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Doris Monroe
15 de setembro de 2023 08:42

Medo do 🥚kkk…….

Fernando Garrido
14 de setembro de 2023 23:59

Quero ver as imagens que o Dino mandou apagar!
Esse julgamento é de cartas marcadas!
Os advogados estão sendo humilhados nas sessões de julgamento!!!
E aí OAB? Não se manifesta?
Cambada…

Vanderlei Stefani
15 de setembro de 2023 00:30

É o fim da várzea um ministro do STF (André Mendonça) ser pró golpe.

César Alexandre Jardim Marques
15 de setembro de 2023 01:22

Este é o problema. Está discussão deveria ocorrer no último recurso. Todo cidadão, tem o DIREITO a recorrer de qualquer decisão judicial. No momento em que, o julgamento é no STF. Onde ocorre o recurso?

Doris Monroe
15 de setembro de 2023 08:44

Ovo 🥚 quente na boca e aperta….kkk

Miltch Mitch
15 de setembro de 2023 01:23

O cabeça lisa tá humilhando outros ministros, o exército, os advogados, a ordem….

Ck Ps
15 de setembro de 2023 02:58

o gado agora é garantista kkk mas q gente kkkkk

Doris Monroe
15 de setembro de 2023 08:37

Quebrou o phau entre vossas excelências….kkk o bate boca é de várzea. Cai a máscara vez ou outra, ninguém permanece o tempo todo vingindo classe que não tem…🙉 🙊

Doris Monroe
15 de setembro de 2023 08:40

E os melancias agora pintam fio de calçada e servem cachorro quente. Lula disse que os botaria no lugar deles e cumpriu….🍉🍉🍉🌭🌭🌭🌭🙊

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