Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 25 de setembro de 2023
No último dia 17, a PF (Polícia Federal) prendeu em Campo Grande (MS) um hacker que era procurado pela Polícia Internacional (Interpol). Selmo Machado da Silva virou alvo da PF após invadir o sistema do TRF3 (Tribunal Regional Federal da Terceira Região) e alterar o parecer do MPF (Ministério Público Federal) em pelo menos seis processos em que era réu, para tentar influenciar a decisão do juiz e ser absolvido.
“Usou um login e um certificado digital como se fosse um servidor. Esse servidor era administrador do sistema, que conseguia fazer alterações e, a partir daí, foi obtendo credenciais e senhas de servidores e juízes do TRF”, explicou o delegado da Polícia Federal Alberto Ferreira Neto.
Onde o Ministério Público sugere a condenação, o hacker colocou: “Merecendo ser acolhida a tese defensiva”.
Segundo as investigações, Selmo também tentou transferir dinheiro de contas da Justiça para contas controladas por ele através de laranjas. Por estes crimes, ele já foi condenado a nove anos de prisão, mas estava foragido desde 2021.
A defesa de Selmo disse que ainda não houve trânsito em julgado, ou seja, que cabe recurso. E ressalta que o cliente está sendo julgado pelos integrantes da turma que supostamente tiveram as contas invadidas, segundo ele, um conflito de interesses.
Em nota, o TRF-3 disse que adotou uma série de medidas impedindo ações criminosas como essa.
A investigação teve início quando dois magistrados detectaram alterações em documentos, com uso fraudulento de suas assinaturas digitais.
A Polícia Federal informou que ele foi condenado a uma pena de 9 anos de prisão pela prática dos crimes de invasão de dispositivo informático e falsificação de documento público. A sentença condenatória foi expedida pela 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, em dezembro de 2021.
Senhas
Uma reportagem do programa Fantástico de domingo (24) mostrou que uma quadrilha com hackers adolescentes roubou senhas de PMs, Exército e Justiça, e a investigação desmontou esquema que vendia acesso a 20 milhões de logins no submundo da internet.
Um adolescente de 14 anos é suspeito de chefiar um grupo que comercializava mais de 20 milhões de logins e senhas da Justiça e das principais polícias brasileiras. Essa grande rede começou a ser desvendada a partir de uma operação policial que chegou até a casa de outro adolescente, esse de 17 anos, na cidade paulista de Bady Bassitt. As informações são do portal de notícias G1 e da Agência Brasil.
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