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Geral Avó e neta foram queimadas vivas dentro de casa pelo Hamas

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O exército de Israel anunciou que encontrou o corpo de uma avó e uma neta que foram mortas pelo Hamas. (Foto: Reprodução)

O exército de Israel anunciou que encontrou o corpo de uma avó e uma neta que foram capturadas pelo Hamas em um Kibutz israelense logo no primeiro dia da guerra, 7 de outubro. Elas foram queimadas vivas dentro de casa.

A neta, Noya, tinha 12 anos e era fã de Harry Potter, como mostra uma foto dela publicada em uma rede social. A avó cuidava da neta e aguardava a chegada de uma babá quando houve o ataque dos terroristas. Os pais da menina não estavam em casa no momento.

Um jornalista português que vive em Israel contou à GloboNews que os homens do Hamas começaram a invadir e destruir as casas do Kibutz Nir Oz, que fica a cerca de 1km da Faixa de Gaza. Segundo as informações obtidas pelo exército israelense e repassadas ao jornalista, os terroristas tentaram invadir a casa onde avó e neta estavam, e sem conseguir chegar até o abrigo, jogaram uma granada.

Ao verem que um princípio de incêndio começou, eles terminaram de atear fogo na casa inteira, queimando as duas vivas.

O jornalista português Henrique Cymermann, que tem mais de 20 anos de carreira em coberturas internacionais e vive em Israel desde a adolescência, mostrou a área destruída pelos terroristas.

Cymermann revelou que já conhecia a região anteriormente, por tê-la visitado meses atrás, e disse se tratar de um local onde viviam muitos brasileiros, argentinos, chilenos e latinos em geral. Ele revelou que no dia do ataque do Hamas, a vida transcorria normalmente com os moradores nas ruas até que todos foram surpreendidos pelo grupo terrorista armado, e correram para tentar se proteger.

“No dia 7 de outubro, o maior massacre que eu já vi na minha carreira, que tem mais de 25 anos, aconteceu uma tragédia”, contou.

“Aqui realmente não teve tempo. Eles correram para os seus refúgios e fecharam as suas portas. E na casa de uma senhora, Carmela, ela havia ficado com a sua neta, que é autista, a aguardar uma babá. Ela ficou com a menina e correu para o refúgio. Mas ela começou a ouvir vozes. O Hamas começou a invadir as casas”, relatou.

Cymermann segue com o relato sobre a casa destruída que mostrou.

“Eles perceberam que não podiam entrar, arrombaram a porta, e quando viram que não conseguiriam entrar no lugar onde estavam Carmela, eles jogaram uma granada. E quando viram que a granada começava a incendiar a casa, eles começaram a atear fogo. E Carmela e sua neta morreram queimadas vivas”, contou o jornalista.

Henrique revelou que a presença da imprensa é muito grande em Israel, e que a região da casa que exibiu ainda tinha corpos espalhados até o dia anterior. E depois que eles foram removidos, a presença da imprensa foi liberada.

“Devo dizer que cheira à morte aqui, é terrível. Estamos aqui há duas semanas, e ainda cheira à morte neste local”, relatou. As informações são do portal de notícias G1.

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