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Economia Preço médio da gasolina cai pela 8ª semana seguida nos postos brasileiros

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Levantamento é referente à semana de 15 a 21 de outubro

Foto: Agência Brasil
O recuo foi de 0,34% frente aos R$ 5,76 da semana anterior. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O preço médio do litro da gasolina caiu pela 8ª semana seguida nos postos de combustíveis do País. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados. A pesquisa é referente à semana de 15 a 21 de outubro.

O recuo foi de 0,34% frente aos R$ 5,76 da semana anterior, segundo os dados da ANP. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,59. O preço médio do etanol, por sua vez, permaneceu estável, vendido a R$ 3,61.

Já o litro do diesel foi comercializado, em média, a R$ 6,04. O recuo foi de 0,17% frente aos R$ 6,05 da semana anterior. O valor mais caro encontrado pela agência foi de R$ 7,95.

Reajustes 

A Petrobras anunciou na quinta-feira da semana que passou a redução no preço médio da gasolina e aumento do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança passou a valer nesse sábado (21).

A gasolina teve redução de R$ 0,12 por litro, comercializada pela petroleira a R$ 2,81 o litro. Enquanto o diesel apresentou aumento de R$ 0,25 por litro, passando a cobrar R$ 4,05 o litro.

Segundo a petroleira, seus preços de venda tanto da gasolina como do diesel acumulam queda neste ano. No caso da gasolina, a redução é de R$ 0,27 por litro e, do diesel, de R$ 0,44 por litro.

“A estratégia comercial que adotamos nesta gestão tem se mostrado bem-sucedida, sobretudo no sentido de tornar a Petrobras competitiva no mercado e ao mesmo tempo evitar o repasse de volatilidade para o consumidor”, afirmou o presidente da empresa, Jean Paul Prates.

Política de preços 

A estatal anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior.

A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro.

Entretanto, apesar de a Petrobras produzir grande parte da gasolina e diesel consumidos no Brasil, o país ainda depende de importações – cujos preços são definidos de acordo com a cotação internacional.

Quando há grandes descompassos entre o valor no mercado internacional e o preço interno, a atividade de importação deixa de ser economicamente atrativa para algumas empresas, e isso pressiona o abastecimento.

Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras.

As preocupações diante do conflito entre Hamas e Israel têm feito o preço do petróleo avançar. Nesta semana, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, falou sobre o assunto e descartou o risco de desabastecimento de combustíveis no Brasil por causa do aumento de preços.

O petróleo do tipo Brent – usado como referência no mercado – estava sendo negociado acima de US$ 92 nesta quinta, uma alta de cerca de 9% desde o início da guerra no Oriente Médio.

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