Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de outubro de 2023
Treze dias depois do ataque a Israel, o Hamas libertou duas americanas – mãe e filha, também cidadãs israelenses – que estavam em Gaza. A decisão ocorreu em meio à crescente pressão sobre o governo israelense para que adie a invasão terrestre ao enclave para dar tempo à diplomacia e conseguir a liberdade para mais reféns. A libertação foi fruto de uma mediação de EUA e Catar, sem participação de Israel, nem troca por prisioneiros palestinos.
O grupo terrorista sustenta que concordou com a libertação por “questões humanitárias”. Foram os primeiros reféns soltos desde que o grupo sequestrou cerca de 200 pessoas no ataque do dia 7, quando mais de 1,4 mil israelenses foram assassinados, a maioria civis. Cidadãos de 41 países foram mortos ou desapareceram durante a ação, uma incursão pela fronteira sem precedentes na história do conflito.
Judith Raanan, de 59 anos, e Natalie Raanan, de 17, moram em Evanston, no Estado americano de Illinois, e estavam em Israel para celebrar um feriado religioso. Judith passou sua infância em Israel antes de se estabelecer nos EUA, onde formou sua família. Natalie acabara de se formar no ensino médio.
A família estava hospedada no kibutz Nahal Oz, perto de Gaza, quando as duas foram sequestradas. Elas foram entregues na sexta-feira (20) à Cruz Vermelha Internacional e cruzaram a fronteira com o Egito, de onde foram levadas para Israel.
O Exército israelense afirmou que a maioria dos reféns está viva. Segundo os militares, o Hamas também levou corpos para Gaza. Uma reportagem da agência Bloomberg afirma que o governos de EUA e Europa pressionam Israel para adiar a invasão terrestre e ganhar tempo em conversações secretas para obter a libertação de reféns.
O número de israelenses mantidos como reféns na Faixa de Gaza pelo grupo terrorista Hamas subiu para 210, informou neste sábado (21), o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), Daniel Hagari.
”As famílias de 210 reféns foram notificadas de que os seus entes queridos estão atualmente detidos na Faixa de Gaza”, disse Hagari em coletiva. O número subiu de 203 para 210, mas Hagari advertiu que este dado não é definitivo, uma vez que o Exército investiga o paradeiro de pelo menos 100 pessoas dadas como desaparecidas.
Entre os estrangeiros desaparecidos estão 12 latino-americanos, de acordo com informações oficiais. A lista de reféns não conta mais com Judith Tai Raanan e a sua filha adolescente, Natalie Raanan. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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