Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 8 de dezembro de 2015
A PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou nesta segunda-feira (07) uma denúncia contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e o ex-controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, presos no fim de novembro pela Polícia Federal sob suspeita de atrapalharem as investigações da Operação Lava-Jato.
A denúncia também inclui o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, e o advogado Edson Ribeiro, que trabalhava na defesa do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Na peça, a PGR acusa os quatro pelo crime de impedir e embaraçar a investigação de infrações penais que envolvem organização criminosa (com pena de 3 a 8 anos) e patrocínio infiel (6 meses a 3 anos), que é quando o advogado trai o interesse de seu cliente.
O senador, o chefe de gabinete e o advogado também são acusados de exploração de prestígio (com penas de 1 a 5 anos). As defesas de Delcídio, Ferreira e Ribeiro afirmam que só vão se manifestar sobre as acusações após terem acesso ao teor da denúncia. Já a defesa de Esteves afirmou que está elaborando um pedido de revogação de prisão e está esperando ter acesso ao teor da denúncia para completar esse pedido.
Caberá agora à 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) aceitar ou rejeitar a denúncia. O colegiado é composto pelos ministros Teori Zavascki (relator da Lava-Jato na Corte), Gilmar Mendes, Celso de Mello, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Se a denúncia for aceita, os acusados passam a ser considerados réus em um processo penal. (AG)
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