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Geral Às vésperas da eleição, inflação na Argentina vai a 143%, no maior patamar em 30 anos

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Variação anual é a maior desde que o país saiu da hiperinflação. Em outubro, preços subiram em média 8,3%. (Foto: Reprodução)

A inflação argentina alcançou o patamar anual recorde de 143% em outubro, o nível mais alto em 30 anos, desde que o país saiu da hiperinflação. Em outubro, a alta mensal de preços foi de 8,3%, puxada pelos setores de comunicação (12,6%) e vesturário (11%). Alimentação avançou 7,7% no período.

O resultado é o último sobre a variação de preços no país antes do segundo turno das eleições presidenciais no país, que será no próximo domingo. O índice de outubro teve ligeira desaceleração na comparação com setembro, quando a alta foi de 12,7%.

Preços ao consumidor

Nos primeiros dez meses do ano, a inflação acumulou um aumento de 120%. Os preços ao consumidor acumularam um aumento de 94,8% em 2022, com uma aceleração notável em comparação com os 50,9% verificados em 2021.

As previsões privadas mais recentes coletadas mensalmente pelo Banco Central da Argentina sugerem que a inflação deste ano será de 180,7%, o que, se confirmado, será a taxa mais alta desde a hiperinflação de 1989-1990.

Segundo turno

Os argentinos escolherão no próximo domingo, em segundo turno, entre o ministro da Economia, Sergio Massa, e Javier Milei, que propõe fechar o banco central e dolarizar a economia como solução para frear os aumentos de preços de três dígitos.

Independentemente de quem saia vencedor, a inflação será o desafio mais imediato. Desde 2019 está em vigor no país um sistema de controle cambial, com o governo do presidente Alberto Fernández promovendo acordo de preços com os produtores e distribuidores em uma tentativa de reduzir as altas de preços nos setores como alimentação e combustíveis.

Suspensão de impostos

Há algumas semanas, Massa anunciou a suspensão temporária de cobrança de impostos sobre os combustíveis para limitar o aumento de tarifas e também para retomar o abastecimento, afetado depois do primeiro turno das eleições, em 22 de outubro.

Em 2022, a inflação fechou em alta de 94,8%. A Argentina passou por dois processos de hiperinflação, em 1989 e 1990. As informações são das agências de notícias Bloomberg e Efe.

 

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