Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de dezembro de 2023
A inflação na Argentina chegou a 160,9% no acumulado de 12 meses, anunciou nessa quarta-feira (13) o Instituto de Estatísticas do país. Os resultados de novembro mostram que os preços ao consumidor subiram 12,8% no mês, contra 8,3% em outubro.
Os setores com maiores altas no mês passado foram Saúde (15,9%), Alimentos e bebidas não alcoólicas (15,7%) e Comunicação (15,2%).
A inflação acumulada em 2023 está em 148,2%, no maior resultado anual desde a hiperinflação de 1990, quando terminou o ano acima dos 1.300%.
Na terça-feira (12), o novo ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo anunciou um pacote fiscal com nove medidas para tentar conter a crise econômica que afeta o país.
O ajuste foi chamado na imprensa de “Plano Motosserra”, em referência à motosserra que Milei exibiu na campanha para presidente e que simbolizava o que o, à época candidato, queria fazer com os gastos públicos — cortá-los brutalmente.
As medidas têm o objetivo de recompor as contas públicas argentinas. No discurso de posse, no domingo (10), Milei disse que “não há dinheiro” no país e pediu para que a população se preparasse para tempos difíceis antes de que a situação melhore.
Economistas ouvidos pelo portal de notícias G1 afirmam que o ajuste fiscal de Milei deve realmente seguir o caminho de piorar os índices de inflação e atividade, mas fazem parte de um caminho para reduzir o déficit do país e acumular reservas internacionais.
Como estão previstos fim de subsídios públicos, uma desvalorização da cotação do peso em relação ao dólar e descongelamento de preços de itens básicos, a tendência é que a inflação ganhe força nos próximos meses.
Preços
Os primeiros dias de dezembro já registraram aumentos de preços de 15% em relação ao mês anterior. Segundo a consultoria C&T Assessores, a inflação pode fechar na casa dos 20%. Essa inflação é resultado de “uma correção generalizada dos preços”, incluindo gasolina, segundo a economista María Castiglioni, diretora da empresa.
O JPMorgan prevê um aumento acumulado de preços de 60% em dezembro e janeiro, de acordo com uma nota recente. Alimentos e bebidas lideraram todos os aumentos de preços em novembro, seguidos por roupas e despesas com alimentação.
Além da desvalorização, o ministro da Economia de Milei, Luis Caputo, anunciou nesta terça-feira um pacote de medidas para cortar os gastos em um equivalente a 2,9% do PIB, a fim de alcançar o equilíbrio fiscal no próximo ano, incluindo o fim de subsídios cruciais para manter os preços da energia e do transporte. O novo governo reconhece que as medidas serão recessivas, mas promete que serão a última amargura que os argentinos terão que suportar para corrigir a má gestão econômica do governo anterior. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal O Globo.
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