Sábado, 27 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 10 de janeiro de 2024
Prefeito do Rio usou as redes sociais para denunciar que bandidos teriam pedido R$ 500 mil diretamente à empreiteira responsável por uma construção.
Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilO prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que vai seguir fazendo denúncias e não vai aceitar a atuação de organizações criminosas que cobram dinheiro de empreiteiras para liberar obras na cidade.
“O território da cidade é do cidadão de bem, e a única força que existe é a força do Estado. Não pode ter nenhum grupelho de ‘vagabundos’ achando que vai impor sua força, a sua lei e as suas regras em qualquer área do território da cidade, seja ele miliciano ou traficante”, declarou o prefeito nesta quarta-feira (10).
Na terça (9), Paes usou as redes sociais para denunciar que bandidos teriam pedido R$ 500 mil diretamente à empreiteira responsável pela construção do Parque Piedade, na zona norte da capital fluminense, como condição para que as obras continuassem. O valor total da obra é de R$ 65 milhões.
Na publicação, o prefeito carioca pede ajuda à Polícia Federal e ao ministro interino da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, que também usou as redes sociais para responder.
“Temos recebido relatos iguais de outros prefeitos do Rio, infelizmente. O crime organizado destrói a economia e o desenvolvimento. A empreiteira não pode pagar nada, é inaceitável este estado paralelo. Vamos para cima destes bandidos”, afirmou Cappelli.
Questionado por mais informações sobre qual era a organização criminosa que fez a cobrança, Paes afirmou não saber, disse que a denúncia já foi formalizada à Polícia Federal e frisou que cabe à PF investigar o caso.
“Não vamos aceitar isso, mas aí é papel da polícia justamente investigar. A Prefeitura não dispõe de instrumentos pra fazer essa investigação. Esse é um trabalho que compete à Polícia Civil e à Polícia Federal”, concluiu.
Operação Dinastia
No mês passado, investigações da operação Dinastia II, realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Rio mostraram que a milícia chefiada por Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, cobrava taxas do setor da construção civil. Grandes empreiteiras eram obrigadas a pagar por obras em andamento e até mesmo por obras da prefeitura do Rio.
Segundo o MP, as cobranças eram mensalmente colocadas em planilhas. Somente em fevereiro de 2023, o grupo criminoso teria arrecadado mais de R$ 308 mil com a cobrança das taxas. Com o intuito de ocultar e dissimular a natureza, origem e a localização do dinheiro ilícito, os criminosos usavam várias contas para recebimento e circulação dos valores obtidos por meio de extorsões.
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Não sei se existe algum estado brasileiro mais corrupto/problemático que o Rio de Janeiro… eu que não gostaria de viver lá, principalmente na cidade… mesmo se tivesse muito dinheiro (daí eu iria para outro lugar, claro!)…
A que ponto chegou o Estado do Rio de Janeiro? A bandidagem disputa o poder com as nosssas autoridades e com as nossas Instituições. Pelo que se ver, o Estado do Rio de Janeiro é um Estado amaldiçoado. Urge que as nossas autoridades tome uma providência urgente dentro do Estado do Rio de Janeiro. Tudo de ruim, acontece no Estado do Rio de Janeiro. Vários governadores foram punidos, por haver cometido o crime de corrupçao. É uma vergonha, não só para o Estado do Rio de Janeiro, mas também para o nosso Brasil.
Eduardo Paes,não vai negociar com os bandidos, pois ele é o chefe dos bandidos no Rio…