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Rio Grande do Sul Museu Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, reforça campanha para arrecadação de itens para seu acervo LGBTQIA+

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Instituição busca arrecadação permanente de itens sobre o tema. (Foto: Divulgação/Museu Júlio de Castilhos)

Localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, o Museu Julio de Castilhos está reforçando os pedidos de doações de peças para o seu acervo LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queer, intersexuais, assexuais e demais orientações sexuais ou identidades de gênero). A solicitação se dá no âmbito das ações da Secretaria do Estado da Cultura (Sedac) durante o “Janeiro Lilás – Mês da Visibilidade Trans”.

A ação busca preencher lacunas no acervo do museu e tem por base a concepção de que o direito à memória deve abranger todos os públicos, inclusive os invisibilizados. Diretora da instituição (a mais antiga do Rio Grande do Sul em museologia), Doris Couto ressalta: “Ao convidarmos esse público a doar acervos que reconstruam a sua trajetória de luta e de identidade, contribuímos para a valorização da sua importância na história do Rio Grande do Sul”.

Ela acrescenta: “Isso gera memórias que, até há pouco tempo, eram consideradas impossíveis e que rompem com uma história focada em certos heróis e grandes guerras. A vida e a história acontecem no cotidiano, dentro de casa, nas relações sociais, políticas, de trabalho e poder. Pautar públicos como mulheres, negros, indígenas e pessoas LGBTQIA+ renova o discurso e a prática do Museu e inspira outros a também se tornarem mais plurais”.

Como contribuir

Podem ser doados acessórios, fotografias, roupas, objetos pessoais e documentos, entre outros itens que, na visão do doador, representem esse público e devam ter sua história contada. Quem tiver interesse em fazer doações deve enviar e-mail para a instituição, com descrição e imagens do que pretende doar. Os contatos estão no site museujuliodecastilhos.rs.gov.br.

O contato é necessário para que a equipe do Júlio de Castilhos realize uma avaliação prévia, considerando os critérios técnicos e as limitações de espaço do local.

Após receber as peças, o museu realizará o processo documental e a incorporação definitiva ao acervo, para uso posterior em exposições e pesquisas (internas e externas), difusão em plataforma digital e utilização em ações nas redes sociais da instituição.

Engajamento

A campanha teve início na Primavera dos Museus de 2023, que foi voltada à temática LGBTQIA+. Na ocasião, o Museu promoveu um seminário tratando do assunto. Durante o evento, realizado em 21 de setembro, houve as primeiras doações da campanha: um vestido de paetês do transformista Lauro Ramalho (Laurita Leão) e 600 fotografias das Paradas Livres de Porto Alegre, do fotógrafo Walter Rosa.

“O Janeiro Lilás busca sensibilizar a sociedade por mais reconhecimento das identidades trans, com o intuito de inspirar reflexões, promover mais respeito e combater a violência e os estigmas sofridos por essa população”, salienta a instituição, que fica na rua Duque de Caxias nº 1.205, próximo à Catedral Metropolitana de Porto Alegre. Visitação: gratuita, de terça-feira a sábado entre 10h e 17h (às quartas-feiras, o expediente prossegue até as 19h).

(Marcello Campos)

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