Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de janeiro de 2024
O multimilionário Elon Musk visitou nessa segunda-feira (22) o antigo campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, enquanto defendia a sua plataforma social, X, contra acusações de propagação do antissemitismo. O empresário já foi alvo de polêmicas por apoiar uma teoria da conspiração contra a população judia.
Musk visitou o antigo campo de extermínio construído pela Alemanha nazista na Polônia ocupada entre 1940 e 1945, onde mais de um milhão de judeus europeus e mais de 100.000 pessoas não judias foram assassinadas.
“Foi incrivelmente comovente e profundamente triste e trágico que seres humanos pudessem fazer isso a outros seres humanos. (…) Afeta muito mais quando você vê pessoalmente”, afirmou Musk em uma conferência organizada pela Associação Judaica Europeia em Cracóvia, no sul da Polônia.
Teoria conspiratória
O encontro ocorreu depois que Musk causou tumulto ao responder “é a pura verdade” a uma mensagem de um usuário do X que acusava os judeus de odiarem os brancos, uma antiga teoria conspiratória entre supremacistas brancos.
O dono da Tesla e da SpaceX se desculpou pelo que chamou de “literalmente o pior e mais estúpido post que já fiz na vida” e afirmou que foi mal interpretado.
O magnata da tecnologia também enfrenta acusações pela proliferação de discursos de ódio no X desde sua aquisição da rede social por 44 bilhões de dólares em outubro de 2022.
Dia da Memória
Durante a conferência dessa segunda-feira, Musk defendeu sua empresa. “Auditorias externas realizadas (…) mostram que no X há a menor quantidade de antissemitismo, se compararmos com todas as outras plataformas sociais”, afirmou junto com o comentarista político americano de direita Ben Shapiro.
Também participaram da reunião altos cargos políticos para “discutir e encontrar soluções para o aumento astronômico do antissemitismo que afeta a Europa”, declarou a Associação Judaica Europeia.
“Esta tendência preocupante” tem aumentado desde a guerra entre Israel e o movimento islâmico Hamas em Gaza, esclareceu.
A reunião dessa segunda-feira ocorreu pouco antes do 79º aniversário da libertação de Auschwitz-Birkenau em 27 de janeiro, data que se tornou o Dia da Memória do Holocausto. As informações são da agência de notícias AFP.
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