Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de janeiro de 2024
Com dívidas de US$ 20 bilhões, a GOL entrou na quinta-feira (25) com o pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. O pedido do Capítulo 11 (lei de falências do país) foi feito no Tribunal de Falências dos EUA para o Distrito Sul de Nova York. Com o processo, a companhia espera levantar capital, reestruturar as finanças e “fortalecer operações comerciais no longo prazo, enquanto continuam a operar normalmente”.
Nessa sexta-feira (26), a justiça de Nova York aprovou o pedido da Gol. O juiz Martin Glenn concedeu proteção à Gol de execução de credores, um dos principais motivos de a aérea buscar a proteção nos Estados Unidos.
A expectativa é que o processo não gere mudanças na operação da companhia para os passageiros, explica o ex-diretor da ANAC, Ricardo Fenelon, sócio do escritório Fenelon Barretto Rost. A própria GOL, lembra ele, anunciou que tem caixa para manter a operação enquanto passa pela reestruturação.
“A expectativa é que não mude nada para o consumidor. A GOL opera com os níveis mais altos de segurança no mundo, tem índices de eficiência operacional altíssima. No primeiro momento, é uma reestruturação financeira. Em um primeiro momento, não há nenhum impacto. Existem vários exemplos de empresas que passaram pelo Chapter 11 e que não mudaram a sua operação, como a própria LATAM”, explica o advogado.
Em comunicado, a empresa explica que os clientes serão atendidos normalmente. “Os Clientes da GOL poderão continuar a organizar viagens e a voar pela Companhia como sempre fizeram, com a utilização de passagens e vouchers”. Acrescenta que eles seguirão acumulando milhas ao voar pela Companhia e poderão comprar e resgatar milhas acumuladas por meio do Smiles”.
A empresa também acrescenta que irá honrar todas as obrigações com Clientes, incluindo reembolsos de passagens, cupons de viagem e pagamentos ou crédito associados a reclamações de bagagem ou serviços, em conformidade com políticas da empresa em vigor.
“As grandes empresas aéreas americanas já passaram pelo Chapter 11. Ele por si só não é um problema”, acrescenta Fenelon. “A GOL vai tentar renegociar suas dívidas com a supervisão do judiciário americano. Como várias companhias aéreas já foram bem-sucedidas, a expectativa com a GOL é a mesma.” As informações são do jornal O Globo.
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