Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de abril de 2024
O ex-general chavista Clíver Antonio Alcalá, convertido em opositor do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi condenado nessa segunda-feira (8), em Nova York, nos Estados Unidos, a 21 anos e oito meses de prisão por ajudar a antiga guerrilha colombiana das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), anunciou o Departamento de Justiça americano.
Alcalá se entregou às autoridades americanas na Colômbia em 2020, depois que os Estados Unidos indiciaram por “narcoterrorismo” cerca de 15 altos funcionários venezuelanos, incluindo o próprio Maduro, o poderoso dirigente chavista Diosdado Cabello e o ex-chefe de inteligência venezuelano Hugo “Pollo” Carvajal.
Armas à guerrilha
A Justiça americana acusou Alcalá, colaborador do ex-presidente Hugo Chávez, o antecessor de Maduro, de ter ajudado desde 2006 as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que firmaram um acordo de paz com o governo colombiano em 2016.
Ele forneceu armas à guerrilha, “inclusive diretamente a líderes de alto escalão” como Luciano Marín Arango, também conhecido como “Iván Márquez”, e Rodrigo Londoño Echeverri, vulgo “Timochenko”, informou o Departamento de Justiça em um comunicado.
Traficantes de drogas
Além disso, “participou diretamente da distribuição de cocaína”, compartilhou reuniões com alguns dos maiores traficantes de drogas da América do Sul, facilitou a liberdade de movimento de integrantes das Farc e impediu que eles fossem detidos, insiste Washington.
Em troca, Alcalá “recebeu milhões de dólares em propina relacionados com a cocaína”, assinalou a Justiça.
“Como membro de alto escalão do Exército venezuelano e do Cartel de Los Soles”, formado por militares venezuelanos, Alcalá e seus cúmplices “transformaram a cocaína em arma, ajudaram as Farc a armar seus membros e a enviar toneladas de drogas” aos Estados Unidos, disse o promotor federal de Manhattan, Damian Williams, citado no comunicado.
“Agora, passará mais de duas décadas em uma prisão dos Estados Unidos”, acrescentou.
Culpado
Em junho, o ex-general, de 62 anos, declarou-se culpado de transferência ilegal de armas e de “apoio material para uma organização estrangeira classificada de terrorista”.
Alcalá deixou o Exército em 2013, refugiou-se na Colômbia e apoiou o então líder da oposição venezuelana Juan Guaidó.
Além da pena de prisão, Alcalá foi condenado a três anos de liberdade vigiada. As informações são da agência de notícias AFP.
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