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Rio Grande do Sul Tragédia climática: alta prevista de 3,5% no PIB gaúcho dá lugar a uma possível queda de até 2%

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Analistas traçam paralelo com os impactos do furacão Katrina nos Estados Unidos em 2005. (Foto: Divulgação/Secom-RS)

A pior tragédia climática já ocorrida no Rio Grande do Sul ainda não terminou, mas já seus impactos econômicos já motivam projeções negativas. De acordo com analistas, o Produto Interno Bruto (PIB) estadual – que chegou a ter um crescimento estimado em 3,5% até abril do ano que vem – deve sofrer retração de até 2% no acumulado do período.

Reflexos devem chegar também ao Brasil como um todo: a alta da economia nacional não deve mais superar a faixa de 2% prevista para este ano. Economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale ressalta:

“O Rio Grande do Sul começou 2024 relativamente bem se encaminhava para um ano bastante positivo, ao passo que o Brasil cresceria até 2,5%. Acontece que as perdas humanas e materiais causadas pela enchentes não são um choque trivial”. Ele admite, porém, que é difícil prever prejuízos econômicos em uma situação dramática como essa.

Efeito Katrina

As projeções levam em conta informações divulgadas pelo Banco Central (BC) e até mesmo comparativos com eventos climáticos semelhantes em outros países. É o caso dos efeitos do furacão Katrina, que arrasou Nova Orleans (EUA) em agosto de 2005.

O Estado da Louisiana (onde está localizada a cidade) crescia 4% até o desastre e terminou aquele ano com queda de 1,5% – uma virada de 5,5 pontos percentuais, mesmo prognósticos agora para o Rio Grande do Sul.

Como a tragédia gaúcha ocorre durante o primeiro semestre, teoricamente haveria mais espaço para uma reconstrução até o fim do ano. Questões como o prolongamento das chuvas no Estado e os impedimentos fiscais que limitam algumas ações tendem a aumentar a complexidade do tema.

“É uma situação mais longa do que o Katrina e com menos recurso que os Estados Unidos tinham para solucionar a situação”, contextualiza do consultor. “O Rio Grande do Sul é reconhecido por sua tradição na agropecuária, sendo hoje o maior produtor estadual de arroz, além de sua relevância em segmentos como milho, soja, carnes e leite.

(Marcello Campos)

 

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