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Geral Dono da Havan alerta sobre golpe que usa sua voz para pedir doações ao RS

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Segundo o dono da Havan, mais de 5 mil consumidores que acreditaram nos anúncios falsos fizeram queixas nos últimos 20 dias. (Foto: Reprodução)

Em meio à mobilização nacional para ajudar o Rio Grande do Sul, devastado pelas enchentes, criminosos se aproveitam da situação para aplicar golpes. Em um deles, a voz do empresário Luciano Hang, dono da Havan, é utilizada em um anúncio em vídeo para pedir doações ao Estado.

Mas as palavras que saem da boca dele são de manipulações de inteligência artificial. Segundo o vídeo, o dinheiro arrecadado com as vendas da rede de lojas seria doado para ajudar as vítimas das inundações. Os produtos comprados por meio desse anúncio não são entregues aos consumidores.

“Utilizam a minha imagem, a imagem da nossa empresa, com inteligência artificial. A voz é minha, mas é tudo falso. Ou seja, as pessoas precisam, quando virem uma oferta muito boa, checar no site oficial da empresa ou da pessoa, e lá bater se aquela informação realmente é válida”, disse Hang.

Em outro vídeo, uma promessa de doações é feita em nome do empresário: “Nós vamos doar produtos de nossa loja que sofreram alguma avaria e não podem mais ser vendidos”. Mas, na verdade, trata-se de outra manipulação de inteligência artificial.

Segundo o dono da Havan, mais de 5 mil consumidores que acreditaram nos anúncios falsos fizeram queixas nos últimos 20 dias. O empresário disse que a empresa já identificou e tenta derrubar cerca de 600 sites falsos. As informações foram divulgadas pelo programa Fantástico, da TV Globo.

Combate a fake news

Representantes das plataformas Google, YouTube, Meta, TikTok, X, Kwai e LinkedIn se comprometeram com a Advocacia-Geral da União a usar mecanismos próprios de moderação e controle do que é publicado para enfrentar a onda de notícias falsas sobre a tragédia no Rio Grande do Sul.

O compromisso durará 90 dias e pode ser prorrogado. As plataformas asseguraram que usarão, “na medida de suas capacidades técnicas e institucionais”, seus próprios instrumentos de checagem de fatos para barrar as mentiras e desinformações. Também se comprometeram a disponibilizar aos usuários “recursos e mecanismos de facilitação de acesso” a informações oficiais sobre a calamidade. As informações são do programa Fantástico e do jornal O Globo.

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