Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de janeiro de 2016
Depois de vivenciar a era dourada da aviação, quando a demanda chegou a crescer mais de 20% em um único ano, a crise pela qual passa o setor se agravou em 2015 e não dá sinais de trégua em 2016. Com o dólar alto e a recessão econômica, especialistas já preveem retração na demanda por voos este ano, algo que não acontecia desde 2003.
Para enfrentar a turbulência – já são cinco anos de prejuízos bilionários – as companhias aéreas fazem um pouso forçado, com corte de pessoal e redução na oferta doméstica de até 9% neste ano. “A classe C impulsionou a demanda no passado. Com a queda do poder aquisitivo, a tendência é de retração. Além disso, as viagens de negócios, que representam dois terços do total, vêm caindo. Com a recessão econômica, o ambiente para negócios não é propício. Por isso, já se pode apostar em recuo na demanda este ano”, avaliou Jorge Leal, professor de Transporte Aéreo da Escola Politécnica da USP.
Se a projeção de Leal vingar, será a primeira queda da demanda em 13 anos – em 2003, o recuo foi de 6%. Os números revelaram sinais de retração. A demanda já caiu há quatro meses seguidos desde agosto de 2015, após 22 meses de alta. Em novembro, a queda foi de 7,5%, o maior declínio mensal desde agosto de 2003 (-7,48%). A oferta também vem ladeira abaixo, com três meses consecutivos de declínio desde setembro. E vem mais por aí. (AG)
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