Sexta-feira, 22 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de novembro de 2024
Campos Neto também destacou a dificuldade de modelar questões relacionadas às taxas de carbono
Foto: Marcello Casal Jr/Agência BrasilO presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, afirmou neste sábado (09) que há sinais claros de que o custo da transição verde tem sido subestimado. Ele avaliou que os eventos climáticos estão crescendo exponencialmente e defendeu que a transição energética precisa ser feita de forma coordenada.
“A transição verde está se mostrando muito mais custosa, como vimos aqui, e também os insumos necessários para isso provaram ser mais inelásticos do que esperávamos”, disse Campos Neto, durante o evento Green Swan 2024, realizado pelo Banco de Compensações Internacionais, em Basileia, na Suíça.
“Então, acho que a inovação está se mostrando muito mais difícil e também muito mais difícil de modelar do que esperávamos”. Segundo ele, em comparação com questões relacionadas ao meio ambiente durante a crise de 2008 e a pandemia da Covid-19, há uma clareza de que, após esses episódios, as pessoas passaram a exigir que o crescimento fosse mais sustentável e mais inclusivo.
Campos Neto também afirmou que os investimentos verdes são mais sensíveis às políticas monetárias. Mas ressaltou a dificuldade de incluir esse cenário em modelos econômicos, especialmente em meio às externalidades positivas.
“Quando olhamos como modelar essas coisas, é muito difícil não pensar em externalidades positivas”, disse. Em relação às externalidades, ele citou alguns exemplos.
No caso das empresas, sempre há a questão da reputação envolvida ao optar por investimentos sustentáveis, como relacionados ao crédito de carbono. Neste caso, segundo Campos Neto, a decisão de investir não é clara e as pesquisas revelam isso. Já do lado do consumidor, a substituição de produtos verdes por não verdes também não é tão óbvia, segundo ele.
“Se você olhar para o mercado de proteína agora, as pessoas pagam mais por proteína se tem o rótulo verde ou sustentável e tem menos sensibilidade aos preços. Agora, temos uma grande mudança no preço da proteína no Brasil, você pode ver isso claramente”, afirmou.
Campos Neto também destacou a dificuldade de modelar questões relacionadas às taxas de carbono. De acordo com ele, seria mais fácil adaptar essa temática no modelo se fosse possível presumir que todos os países têm a mesma política de tarifas sobre emissão de carbono – o que não ocorre na prática.
“Não acontece dessa forma porque, na Europa, você tem ajustes de impostos de fronteira. Em alguns outros países, não. Então, quando você impõe impostos, isso muda muito os incentivos de países que têm ajustes de impostos de fronteira para países que não têm. Isso também é muito relevante”, disse.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Temos de terminar com a ignorância e os ignorantes deste país.
O estudo e tudo na vida.
Grassa A Deus SoTen Mais 45 Dias
Essa Erança Maldita do Paulo Gedes?
Na questão mercado x consumo, a questão preço é essencial nos países menos desenvolvidos, devido ai poder aquisitivo da população! O mais barato é o que conta na hora da compra e não se tem o rótulo verde ou sustentável, mas como a declaração foi lá na Suíça, até faz sentido!
Melhor Presidente de Banco Centrais da América Latina, TRÊS anos consecutivamente.
Em 2025 ejetar bolsonarista
O senhor vai fazer MUITA falta… sucesso na sua carreira futura, e obrigado por tudo até aqui!
Campos Neto foi insuperável no comando do BC. em tempos de Pandemia, fez que o mundo se curvasse a seus conceitos. Agora reconhece que não estamos preparados para esta nova agenda verde, que sirva de alerta…..