Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de janeiro de 2016
As ações da Petrobras, que já foram as mais populares entre os pequenos investidores pessoa física, derretem desde o início de 2014, quando foi revelado o escândalo de corrupção na estatal descoberto pela Operação Lava-Jato. No período, os papéis preferenciais (sem voto e os mais negociados) recuaram 69% – de 16,75 reais par 5,17 reais na sexta-feira (15).
Embora estejam baratas, as ações não são uma boa opção de investimento, segundo analistas do mercado. Isso porque não há perspectiva de recuperação no petróleo, a estatal reduziu brutalmente os investimentos, poderá ter produção e receitas menores e ainda corre risco de pagar indenização bilionária nos Estados Unidos.
A recomendação aos clientes que já tiverem papéis da companhia é manter o investimento neste momento. Para aqueles que não possuem as ações, o melhor é ficar longe delas. Quem tem parte do FGTS aplicado na estatal, por outro lado, pode manter o investimento. A única opção é resgatar o dinheiro e migrá-lo para a conta vinculada do FGTS, que rende 3% mais a TR – 4,7% em 2015. No mesmo período, os fundos FGTS-Petrobras deram 4,54%.
Além da queda nos preços do petróleo, a estatal sofre com o alto endividamento, a maioria em dólar. A dívida da empresa soma 130 bilhões de dólares, a maior das petroleiras. A companhia tem queda nas receitas causada pela desvalorização do petróleo. O atual plano de negócios considera o barril de petróleo a 45 dólares; na sexta (15), o valor chegou a 28,94 dólares. Rebaixada pelas principais agências de classificação de risco, a empresa terá dificuldades para captar recursos com os investidores.
Dificilmente, a Petrobras escapará de ter de fazer um aumento de capital nos próximos anos com a venda de novas ações, o que derrubaria ainda mais o valor dos papéis. Na semana passada, o diretor financeiro da estatal, Ivan Monteiro, descartou um aumento de capital pelo menos no curto prazo. A presidenta Dilma Rousseff, no entanto, não negou que possa fazê-lo. (Folhapress)
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