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Música Discos com sucessos de David Bowie disparam nas listas dos mais vendidos na Inglaterra e nos Estados Unidos

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Comoção dos fãs de Bowie se converteu em vendas. (Foto: Reprodução)

A comoção dos fãs ao redor do mundo, que lotaram as ruas de Nova York (EUA), Londres (Inglaterra) e Berlim (Alemanha) para celebrar a obra de David Bowie, se converteu em vendas. Ao todo, 14 álbuns e nove singles do astro, que morreu de câncer no fígado, entraram na lista da Official Charts Company, empresa responsável por reunir os resultados da indústria fonográfica do Reino Unido.

“Blackstar”, lançado no dia 8 deste mês, já rumava para alcançar o primeiro lugar antes mesmo da morte do inglês. O disco, então, disparou nas paradas. Em apenas 24 horas, dobrou os números e já chegou a 90 mil unidades compradas.

O disco-epitáfio de Bowie deve superar, por uma larga vantagem, os resultados da primeira semana de “The Next Day”, que vendeu 94 mil em 2013. Outros 13 álbuns entraram para o top 100. Seis deles já estão entre os 40 mais vendidos. Desses, três são álbuns de retrospectiva: “Nothing has Changed”, de 2014; “1969/1974 Best of”, de 1997, e “Best of Bowie”, de 2002. Completam a lista “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, de 1972, “Hunky Dory”, de 1973, e “Aladdin Sane”, de 1973.

O iTunes, serviço de vendas musicais da Apple, também registrou a entrada de 14 discos do artista nas listagens de mais vendidos. Nos sites americano e britânico da Amazon, “Blackstar” era o mais vendido no dia seguinte à morte do cantor inglês.

Bowie, que produziu hits como “Ziggy Stardust” ao longo de uma carreira marcada por mostras ousadas de uma sexualidade andrógina e figurinos cobertos de glitter, morreu aos 69 anos. Ele foi o primeiro cantor a oferecer títulos no mercado financeiro. Conhecidos como “Bowie Bonds”, os papéis sobre sua propriedade intelectual eram garantidos pelos ganhos futuros de sua música.

Os títulos, que já foram pagos, foram comprados pela Prudential Insurance em 1997 por 55 milhões de dólares, e permitiram que Bowie se mantivesse como proprietário de seu trabalho, em vez de vender seus direitos autorais.

O modelo, elaborado pelo investidor David Pullman, foi adotado posteriormente por artistas como James Brown e Isley Brothers. Pullman estimou que o patrimônio de Bowie pode ultrapassar 100 milhões de dólares, em parte porque o cantor era o dono de 100% de sua música.
No entanto, ele afirmou que os títulos não foram criados por Bowie com um objetivo puramente financeiro.


“Era mais uma questão de sangue suor e lágrimas de Bowie. A ideia de que uma outra pessoa pudesse possuir parte disso nunca foi bem aceita por ele.” (AG)

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