Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de janeiro de 2016
Após a decisão do Copom (Conselho de Política Monetária) de manter a taxa selic em 14,25% ao ano, o dólar fechou a quinta-feira com alta de 1,47%, cotado a 4,1655 reais, maior valor desde a criação do real (1994). O recorde anterior havia sido registrado em setembro do ano passado, com a marca de 4,1461 reais.
Diante da apreensão com o crescimento da China e a queda do petróleo, os mercados têm buscado investimentos mais seguros, como o dólar, o que ajuda a impulsionar a sua cotação – a moeda norte-americana já acumula uma elevação de 2,96% na semana e de 5,51% no mês.
Analistas ressaltam que a manutenção da Selic coloca em dúvida a credibilidade do Banco Central, pois o mercado questiona a autonomia da instituição diante de pressões de diferentes segmentos. Com isso, as expectativas de inflação pioram.
“A minha percepção é de que estão fazendo da política monetária um brinquedo para satisfazer vaidades”, lamentou o professor de Economia Otto Nogami, do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) de São Paulo.
Além de piorar as perspectivas de fluxo de capitais para o Brasil, a decisão do Copom deve aumentar as incertezas nos mercados locais, que até o início da semana chegaram a apostar em uma elevação de 0,50 ponto percentual na taxa de juros. (AG)
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