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Economia Ministro da Fazenda busca apoio da oposição no Congresso

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(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, intensificou a busca por apoio no Congresso para aprovar a agenda prioritária do governo neste ano, fazendo acenos inclusive à oposição. Por outro lado, ele foi cobrado a apoiar propostas como um novo Refis para empresas e a ampliação do Seguro Rural, destinado ao agronegócio.

Haddad se reuniu com líderes do Senado na última terça-feira (11), na residência oficial do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que chamou para o encontro todos os líderes partidários, os integrantes da Mesa do Senado e os principais cotados para assumir as comissões neste ano, incluindo os integrantes da oposição.

A reunião foi mais ampla do que as que Haddad costuma ter, pois os encontros e agendas no ministério se restringem a líderes partidários ou parlamentares mais próximos do Executivo. Estavam lá senadores críticos do governo, como o líder do PL, Carlos Portinho (RJ); a líder do PP, Tereza Cristina (MS); o líder do Podemos, Carlos Viana (MG); o líder do Republicanos, Mecias de Jesus (RR); e o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), que deve presidir a Comissão de Agricultura.

O ministro entregou aos congressistas uma agenda de 11 projetos prioritários para 2025 já em tramitação no Congresso. A relação é diferente das 25 medidas apresentadas por ele anteriormente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a outros ministros do governo para a segunda metade do mandato. A diferença é que a nova lista focou em propostas já em tramitação no Legislativo.

Entre as propostas estão o combate aos supersalários do funcionalismo e a mudança na aposentadoria especial dos militares. No caso dos supersalários, a lista apresentada por Haddad ao presidente Lula e a outros ministros falava em enviar um novo projeto de lei. Aos senadores, apontava apoio à proposta que já está no Senado, parada desde 2021. A mudança foi recebida na reunião como um sinal de aproximação maior do ministro com o Legislativo.

“O governo do presidente Lula é o governo que foi eleito pelo povo brasileiro e o Parlamento brasileiro precisa estar ladeado às agendas do governo, logicamente colaborando e contribuindo para melhorar e aperfeiçoar essa agenda com o olhar do Parlamento”, disse Alcolumbre após a reunião.

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil também é prioridade da Fazenda, mas, de acordo com parlamentares próximos ao governo, poderia ficar para um segundo momento, mas sendo aprovada ainda em 2025 para passar a valer em 2026, e com a taxação maior dos mais ricos como compensação. Haddad disse que o projeto pode ser enviado ainda antes do carnaval.

Em outro aceno aos senadores, inclusive os de oposição, o ministro levou o secretário executivo da pasta, Dario Durigan, para anotar todos os pedidos dos congressistas, que levaram projetos próprios para serem incluídos na agenda do governo. (Estadão Conteúdo)

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Jairo Vivian
17 de fevereiro de 2025 11:10

Projetos para diminuir a inflação, diminuir o desemprego, diminuir a alta dos preços, etc…nada, nada mesmo. Só taxar e aumentar. Infelizmente a esquerda não tem talento para inovar ou criar saídas. Muito limitado Haddad.

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