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Brasil Dilma promete vacina contra o zika vírus

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Dilma ainda prometeu extremo empenho por parte do governo federal no combate ao zika vírus. (Foto: Eraldo Peres/AP)

A presidenta Dilma Rousseff, disse que o Brasil iniciará um verdadeiro combate ao vírus da zika e que, além do governo, o trabalho também deverá ser da sociedade. A declaração foi dada em Quito, no Equador, onde ela participou da Cúpula da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribe).

A mandatária também falou sobre o possível desenvolvimento de uma vacina contra o vírus. “Se ainda hoje nós não temos uma vacina, tenho certeza que iremos ter, mas vai levar um tempo. A maior vacina contra o vírus da zika é um combate de cada um de nós”, pontuou.

Dilma ainda prometeu extremo empenho por parte do governo e afirmou que o objetivo deve ser acabar com os criadouros do mosquito Aedes aegypti. “A fêmea, por exemplo, ela põe 400 ovos. Quanto mais água parada, mais esse mosquito se reproduz, e nós não podemos deixá-lo nascer. Então, vai ser um combate casa a casa”, explicou a presidenta.

O governo federal já foi informado que os casos de microcefalia relacionados ao zika vírus já superaram a marca de 4 mil no País. A cada semana, são contabilizados 200 novos casos de microcefalia. Até o dia 16 deste mês. havia 3.893 casos. Destes, 230 tiveram confirmação de microcefalia e outros 282 foram descartados. Os demais casos são investigados pelo Ministério da Saúde.

Além do Brasil, o zika vírus já tem transmissão local em 23 países ou territórios na América, África e Oceania. Um número alto de infecções já chegou à Colômbia, El Salvador e Cabo Verde.

Na segunda-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) advertiu que o vírus deverá se espalhar por todo o continente americano, atingindo todos os países e territórios na região onde existem mosquitos Aedes aegypti.

O aumento rápido do número de casos tem levado as autoridades das regiões atingidas a tomar medidas extremas como recomendar que as mulheres não engravidem. Na Colômbia, onde foram notificados 13.524 casos, entre confirmados e suspeitos, o governo recomendou que os casais evitem a gravidez pelo menos até julho. (AG)

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