Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de janeiro de 2016
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, suspeitava que doações eleitorais feitas ao PMDB de AL e ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foram propina “sob a roupagem de doação oficial” ao pedir busca e apreensão na casa do peemedebista em dezembro, o que acabou sendo negado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki.
A argumentação de Janot, apresentada no pedido de busca e apreensão na residência oficial de Calheiros, é baseada na suspeita de fraude em uma licitação da Transpetro, alvo de uma ação movida pelo Ministério Público Federal em SP em 2014.
Segundo o procurador-geral, “entre o início do processo licitatório e a divulgação do resultado”, a empresa Rio Maguari Serviços e Transportes e outra ligada a ela fizeram doações de 650 mil reais ao diretório do PMDB em AL, em julho de 2010. Na mesma data dessas doações, a campanha de Calheiros ao Senado recebeu do diretório estadual 400 mil reais.
“Tem-se por certo que boa parte do dinheiro da propina era desviado no interesse dos parlamentares sob a roupagem de doação oficial”, escreveu Janot. O Ministério Público Federal em SP sustentou na ação que o resultado já estava combinado antes da licitação, realizada pela modalidade convite internacional. (Folhapress)
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