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Política Descontos ilegais dos aposentados do INSS: Gleisi Hoffmann diz que a “maior parte” das entidades investigadas começou a atuar no governo Bolsonaro

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A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez uma publicação nas redes respondendo ao vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez uma publicação nas redes nessa quarta-feira (7) respondendo ao vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), no qual ele acusa o governo Lula de não ter tomado medidas para investigar os descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Sem citá-lo nominalmente, Gleisi afirmou que a fraude começou na gestão de Jair Bolsonaro e que o momento exige a verdade, “não mentiras oportunistas de quem não investigou nada”.

Em um vídeo de mais de seis minutos publicado na terça-feira nas redes sociais, Nikolas aparece de camisa preta e calça jeans e tenta repetir o método utilizado no vídeo viral sobre as mudanças no Pix, que alcançou 330 milhões de visualizações no Instagram. O novo vídeo já tem quase 90 milhões de visualizações, segundo a plataforma.

O deputado disse que o caso é o “maior escândalo da História do Brasil” e defendeu o ex-presidente.

“É claro, vão espalhar a narrativa de que tudo começou no governo anterior. E já percebeu que no governo passado, tudo era culpa só do presidente? E nesse governo, nada é culpa do presidente?”, comentou Nikolas.

No X, Gleisi afirma que vai “desmascarar as mentiras que a oposição bolsonarista está espalhando nas redes”.

“Foi no governo Bolsonaro que quadrilhas criaram entidades fantasmas para roubar os aposentados, sem que nada fosse feito para investigá-las ou coibir sua ação no INSS. A maior parte das associações investigadas passou a atuar no governo Bolsonaro”, disse.

A ministra ainda diz que “nem a Secretaria da Previdência nem o Ministério do Trabalho e Previdência e o INSS do governo de Bolsonaro cumpriram a Medida Provisória de 2019 que exigia autorização individual para os descontos”.

Em 2019, Bolsonaro editou uma MP determinando a revisão anual desses descontos. O Congresso mudou a regra e estabeleceu uma análise a cada três anos (podendo chegar a quatro). Depois, o Congresso acabou com essa análise periódica.

“O momento exige medidas sérias e mudanças profundas, como o governo está fazendo. Exige a busca da verdade, não as mentiras oportunistas de quem não investigou nada e nunca se preocupou em proteger os aposentados”, completou a ministra.

Entenda a investigação

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram no fim de abril uma megaoperação para combater descontos não autorizados em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS. O chefe do órgão, Alessandro Stefanutto, foi afastado do cargo por decisão judicial e depois demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A operação, que envolveu centenas de policiais e auditores, foi autorizada pela Justiça do Distrito Federal para combater um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. As investigações apontam que a soma dos valores descontados chega a R$ 6,3 bilhões, entre 2019 e 2024, mas ainda será apurado qual porcentagem foi feita de forma ilegal.

As investigações apontaram que havia descontos sobre valores pagos mensalmente pelo INSS como se os beneficiários tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.

Após a operação, o governo suspendeu todos os acordos que previam desconto nas aposentadorias. As informações são do jornal O Globo.

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Luiz Antônio Alves
8 de maio de 2025 09:52

A mentira anda solta. Se é fake news praticada pelo PT o judiciário não diz nada. O jornal também deveria prestar mais atenção na lógica do escândalo. Fez como a Gleisi: não deu a notícia completa, pois o Bolsonaro – que ficou só 5 anos e o PT 15, foi quem enviou ao Congresso projeto para impedir mais golpes no INSS e justamente o PT e seus aliados vetaram a proposta Aliás, o roubo é elementos para o Fora Lula e impechmeant já.

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