Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 8 de julho de 2025
Republicano indicou que o grupo de países está tentando prejudicar os Estados Unidos
Foto: ReproduçãoO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (8) que os Brics vão receber uma tarifa de 10% “em breve”. Segundo o republicano, o Brics está tentando prejudicar os EUA e tirar o dólar como a moeda padrão do mundo.
“Tudo bem se eles quiserem jogar esse jogo, mas eu também sei jogar. Então qualquer país que estiver no Brics vai receber uma tarifa de 10%, só por esse motivo [estarem no Brics]”, afirmou o presidente norte-americano a jornalistas durante coletiva em um gabinete na Casa Branca, destacando que isso deve acontecer “muito em breve”.
Brics é um grupo de países emergentes que inclui o Brasil, a Rússia, a China, a Índia, a África do Sul, os Emirados Árabes Unidos, o Egito, a Arábia Saudita, a Etiópia, a Indonésia e o Irã.
“O que eles estão tentando fazer é destruir o dólar para que outro país possa assumir e tornar a sua moeda como padrão. Perder o padrão mundial do dólar seria como perder uma guerra, uma grande guerra mundial. Nós não seríamos mais o mesmo país. E nós não vamos deixar isso acontecer”, acrescentou Trump.
O republicano também afirmou que pretende manter o dólar como “rei” do mundo. “Se alguém quiser desafiar isso, eles podem até tentar, mas vão pagar um preço muito alto”, disse.
A afirmação vem apenas um dia após o republicano ameaçar aplicar uma taxa adicional de 10% a qualquer país que se alinhasse “às políticas antiamericanas” do Brics, em uma publicação em seu perfil no Truth Social.
Trump não esclareceu o que considera “políticas antiamericanas” em sua publicação. Autoridades do governo americano dizem que não há um decreto sendo escrito e tudo depende dos próximos passos do bloco.
Essa não foi a primeira vez que o presidente norte-americano ameaçou o grupo de países emergentes. Em novembro do ano passado, Trump já havia exigido que o Brics se comprometessem a não criar uma nova moeda ou apoiar outra moeda que substituísse o dólar, sob pena de sofrerem tarifas de 100%.
O desenvolvimento de um mecanismo de compensação de pagamentos em moedas locais — ou seja, a adoção de uma moeda diferente do dólar para o comércio entre países do Brics — é uma das prioridades do Brasil no grupo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a adoção de uma moeda diferente do dólar para comércio entre países do grupo há anos. Trump, por sua vez, tem visto nisso uma ameaça ao poderio norte-americano.
Na véspera, ao comentar sobre a ameaça de Trump sobre impor uma tarifa adicional aos países que se alinhassem ao Brics, Lula disse “não achar uma coisa muito responsável e séria” que um presidente da República de um país do tamanho dos EUA ficasse “ameaçando o mundo através da internet”.
Voltar Todas de Rio Grande do Sul
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Aguardando a Janjaraca reclamar do Trump…
Trump meu querido: enfie suas tarifas no seu fiofó fedorento.🤣🤣🤣
Acho é pouco tem que ser uns 20%.
“O mercado está calejado das falas de Trump”, resume Luan Aral, trader da Genial Investimentos. “É o efeito TACO (acrônimo para “Trump Always Chickens Out” ou “Trump sempre amarela”). Ele fala de forma agressiva, cobra tarifas excessivas e depois acaba voltando atrás”… –
ENQUANTO TRUMP PHODE O AGRO E O BRASIL, AGORA A DIREITA GOLPISTA SURTA… ISSO SIM É PARCERIA! Brasil e China firmaram um acordo histórico para o plano de viabilidade do corredor ferroviário bioceânico, que vai ligar Ilhéus (BA) ao porto de Chancay, no Peru. O novo corredor pode reduzir em até 10 dias o tempo de transporte de produtos brasileiros até a China.
O que parecia inimaginável, está se tornando realidade. Mais uma prova de que Lula é um verdadeiro estadista e o melhor presidente da nossa história, abrindo caminhos para o desenvolvimento e a integração internacional