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Rio Grande do Sul Caxias do Sul terá a primeira Casa da Mulher Brasileira no Rio Grande do Sul

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No local, serão disponibilizados diversos serviços especializados no enfrentamento da violência de gênero.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
No local, serão disponibilizados diversos serviços especializados no enfrentamento da violência de gênero. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O governo do Rio Grande do Sul e a prefeitura de Caxias do Sul anunciaram, em reunião nesta quarta-feira (9), o terreno escolhido para implantação do programa Casa da Mulher Brasileira (CMB) no município. A CMB é um projeto financiado pelo Ministério das Mulheres, com contrapartida do Estado para sua implementação.

O investimento total, dos governos federal e estadual, é de R$ 9,7 milhões. A estrutura, primeira do tipo no Rio Grande do Sul, será construída no bairro Sanvitto. No local, serão disponibilizados diversos serviços especializados, garantindo condições para o enfrentamento da violência de gênero e para o incentivo ao empoderamento e à autonomia econômica das mulheres.

As unidades vão oferecer, em um só espaço, serviços especializados para o atendimento das vítimas dos mais diversos tipos de violência, funcionando 24 horas por dia, todos os dias da semana. Entre os serviços oferecidos, estão:

– acolhimento e triagem;
– apoio psicossocial;
– promoção da autonomia econômica;
– brinquedoteca;
– alojamento de passagem por até 48 horas para mulheres em situação de risco;
– serviços de saúde;
– e central de transporte para o encaminhamento a outros serviços da rede especializada.

Também haverá atendimento da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, do Ministério Público e da Defensoria Pública.

Com o terreno definido, a secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH),finalizará o projeto da Casa da Mulher Brasileira de Caxias do Sul e o encaminhará para aprovação do governo federal.

O terreno escolhido atende aos critérios definidos pelo governo federal – como área mínima de 2.800 metros quadrados (m²) para a estrutura total, com 40m de frente por 70m de profundidade. O prédio terá 1.500 m², com 30m de frente e 60m de lateral, além de circulação lateral.

Durante o roteiro em Caxias do Sul nesta quarta, o titular da SJCDH, Fabricio Peruchin, e o prefeito de Caxias, Adiló Didomenico, visitaram o terreno selecionado, que fica entre as ruas Ângelo Francisco Guerra, Humberto Zanoni, Virgílio Curtulo e Augusto Adamatti.

“Estamos trabalhando com muito empenho para concretizarmos o projeto. Em parceria com a prefeitura, definimos o terreno. Temos convicção de que essa importante estrutura fará a diferença no atendimento especializado às mulheres”, afirmou Peruchin.

“O município está cedendo mais de 3 mil metros quadrados para a construção desse espaço – que, sem dúvida, será mais uma importante política pública para proteção das mulheres vítimas de violência”, disse o prefeito.

O projeto também será implementado em Porto Alegre. A SJCDH está em diálogo com a prefeitura da capital para definir um terreno que atenda aos critérios estabelecidos.

Como denunciar

Além das casas da mulher brasileira, é possível pedir ajuda e denunciar casos de violência doméstica e contra a mulher na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, um serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O serviço é disponível também no WhatsApp: (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.

Denúncias de violência contra a mulher também podem ser apresentadas em delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam) ou em delegacias comuns. Ainda é possível pedir ajuda por meio dos números Disque 100, que recebe casos de violações de direitos humanos, e 190, de ocorrências policiais.

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