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Política Estabilidade não pode ser prêmio para mau servidor público, diz a ministra da Gestão

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Segundo a ministra Esther Dweck, o governo defende um sistema de progressão de carreiras que premie bons servidores. (Foto: Divulgação)

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou na quarta-feira (9) que a estabilidade em cargos do funcionalismo público não pode ser um prêmio para o “mau servidor”. Segundo ela, o governo defende um sistema de progressão de carreiras que premie bons servidores, mas que não promova a competição entre funcionários.

“Lembrando que na nossa visão a estabilidade é algo importantíssimo como defesa ao Estado brasileiro, mas não pode ser ser um prêmio ao mau servidor. A nossa visão é estabilidade com a avaliação de desempenho, a gente tem que premiar os bons servidores, inclusive para que eles não sintam que estão carregando nas costas o serviço público. A gente é contra a competição de servidores, mas é a favor de uma boa avaliação de desempenho”, disse Dweck.

A ministra participou na quarta de audiência no grupo de trabalho da Reforma Administrativa na Câmara dos Deputados, que foi instaurado em 21 de maio. O prazo de 45 dias para apresentar o primeiro anteprojeto termina na próxima terça-feira, quando o texto será entregue ao presidente da Câmara, Hugo Motta.

Desde que assumiu a presidência da Casa, Motta tem dito que quer a Reforma Administrativa como o grande “legado” de sua gestão.

Dweck defendeu que a eventual reforma não vise uma redução do estado.

“A gente não quis usar esse termo (Reforma Administrativa) porque a gente achava que ele vinha de uma visão muito reducionista do estado, de que Reforma Administrativa deveria ter como foco redução do estado, essa, em nenhum momento, é essa nossa visão.”

O relator do GT, deputado federal Pedro Paulo, ressaltou a colaboração com o governo federal para a elaboração do texto.

“É decisivo para esse grupo de trabalho a parceria com o governo federal. Em nome de todo time que está aqui, toda a equipe do MGI que tem participado intensamente da construção desses anteprojetos”, disse o deputado.

Os integrantes do grupo de trabalho e a equipe técnica do Ministério da Gestão vão se reunir novamente nesta quinta para discutir o texto.

A discussão sobre a Reforma Administrativa acontece em meio à projeção do governo de que 153,6 mil funcionários públicos federais irão se aposentar em uma década, entre este ano e 2034, o que deve aumentar a pressão sobre os serviços estatais. Isso representa um quarto do quadro total de servidores do Executivo.

O Executivo federal tem hoje 570,5 mil servidores ativos. Ou seja, se as previsões do governo se confirmarem, 26,9% dos funcionários em atividade irão se aposentar nesta década. Pelas contas do MGI, o pico das aposentadorias deve ocorrer neste ano, quando 24,2 mil servidores estarão aptos a deixar o setor público, segundo dados da pasta. Outros 18,1 mil também poderão deixar o serviço público federal até o fim do governo Lula. As informações são do jornal O Globo.

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