Sábado, 30 de agosto de 2025
Por Redação O Sul | 16 de julho de 2025
O cometa interestelar 3I/ATLAS foi identificado viajando pelo Sistema Solar. A descoberta foi feita quando telescópios do sistema Atlas (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System) da Nasa (agência espacial norte-americana) no Chile detectaram o corpo celeste, que não representa risco de colisão com a Terra e viaja a cerca de 245 mil km/h.
O 3I/ATLAS deve fazer a sua maior aproximação com o Sol em outubro, passando entre Marte e a Terra. Seu tamanho e propriedades físicas ainda estão sendo investigados.
Depois da descoberta inicial, astrônomos analisaram imagens de arquivo e encontraram registros do objeto em dados de junho. O cometa está atualmente a 670 milhões de quilômetros de distância, dentro da órbita de Júpiter.
De acordo com a agência, o corpo celeste “não representa ameaça à Terra” e permanecerá a uma distância de pelo menos 1,6 unidades astronômicas do planeta, o que equivale a cerca de 240 milhões de quilômetros – a título de comparação, a Lua fica a cerca de 384 mil quilômetros do centro da Terra.
Ele foi visto pela primeira vez no dia 1º de julho, do telescópio ATLAS, que fica em Rio Hurtado, no Chile, e é financiado pelo setor de defesa planetária da Nasa. Na ocasião, ele se aproximava da constelação de Sagitário, vindo em direção à Terra.
“Desde o primeiro relatório, observações anteriores à descoberta foram coletadas dos arquivos de três telescópios ATLAS, em diferentes lugares no mundo, e do (telescópio) Zwicky Transient Facility, no Observatório Palomar, em San Diego, Califórnia”, explica a Nasa. “Essas observações ‘pré-descoberta’ remontam a 14 de junho”, diz.
Ou seja, além do telescópio ATLAS, no Chile, diversos telescópios ao redor do mundo registraram observações adicionais sobre o corpo celeste, permitindo estimar de maneira mais eficiente como será a passagem dele pelo Sistema Solar.
A expectativa é de que o 3I/ATLAS permaneça visível a telescópio até setembro. Depois, em dezembro, após se afastar novamente do Sol, pode aparecer novamente no céu.
A maior aproximação em relação ao Sol está prevista para 30 de outubro, a uma distância de 1,4 unidades astronômicas, ou aproximadamente 210 milhões de quilômetros. Neste momento, ele estará “bem dentro da órbita de Marte”, segundo a Nasa.