Sábado, 13 de junho de 2026
Por Fabio L. Borges | 22 de julho de 2025
Imagem meramente ilustrativa
Foto: DivulgaçãoEsta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Breno é um menino de nove anos que vive num mundo diferente, onde seu corpo não responde como ele gostaria. Coisas simples para outras crianças, para ele, são verdadeiras batalhas.
Ele convive com a Síndrome de Leigh, uma condição neurológica que enfraquece seus músculos, prende suas palavras e exige cuidados constantes.
Breno não corre pelo parque, não sobe em árvores, não consegue gritar “vamos brincar” com sua voz. Mas, dentro dele, mora um desejo imenso de viver como as outras crianças, só que o corpo não deixa…
Muitos reclamam do trânsito, do trabalho, das rotinas. Já Breno apenas gostaria que todos parassem por um minuto para refletir sobre o que é, de fato, ter saúde: poder andar, escovar os dentes, ir à escola, tomar banho sozinho. Atos comuns que, para ele, são sonhos.
Ele sonha com o cheiro da grama após a chuva, com a brisa no rosto pedalando uma bicicleta. Queria cair, ralar o joelho e levantar sem ajuda. Queria correr atrás da bola e abraçar o irmão, que, mesmo com autismo, ainda consegue fazer tudo isso.
Sua família é seu mundo: a mãe, Camila, o pai, Nailton, os irmãos e os bichinhos de casa. A mãe não dorme, é um motor de amor. Já o pai trabalha sem descanso para garantir os cuidados de Breno.
Desde o nascimento, tudo foi luta. O cordão umbilical envolveu seu pescoço, e ele quase não sobreviveu. Passou 15 dias na UTI neonatal. Mamava por mamadeira, pois não conseguia no peito.
Logo, perceberam que ele não se desenvolvia como os irmãos. O corpo era mole, não sentava, a cabeça caía. Após exames e incertezas, veio o diagnóstico: paralisia cerebral.
Ouviram que talvez ele nunca andasse ou falasse. Que o cérebro precisava ser estimulado até os sete anos, então, se agarraram a essa esperança com força.
Iniciaram tratamentos, campanhas e buscaram recursos. As terapias são caras demais. Camila criou uma ONG para ajudar outras famílias com histórias parecidas. Além de cuidar do Breno, ajudam crianças que precisam de cadeiras de rodas, afeto e apoio.
Breno ama música. Canta com as musiquinhas do alfabeto, do seu jeito. Ama ir a uma famosa rede de fast-food: o cheiro da batata frita o faz sorrir. Para ele, é uma aventura. Mesmo sem fome, aquilo é festa.
Mas o tempo parece seu inimigo. As forças diminuem. Já não segura o copo como antes. A boca está mais fraca. As terapias ajudam, mas logo o corpo regride.
Enquanto isso, a família enfrenta limites financeiros. Os irmãos também demandam atenção, e Camila não trabalha fora, não há com quem deixá-lo. Nailton sustenta tudo como pode.
Breno queria que todos entendessem: a vida é um presente. Para ele, chega a ser um pecado quando reclamamos de coisas pequenas, que, para ele, seriam um luxo. O que é rotina para muitos, para ele é apenas desejo.
Se pudesse pedir algo, seria correr, rir alto, ter uma vida comum. Ele é forte, mas, às vezes, se entristece por não conseguir fazer o que outras crianças fazem…
Mesmo assim, seu coração é um universo cheio de esperança. Existe uma cirurgia fora do Brasil que pode trazer qualidade de vida, aliviar dores e recuperar parte dos movimentos. Mas ela custa caro, e a família não tem como bancar sozinha.
Por isso, com humildade, Breno e sua família pedem ajuda. Qualquer gesto, doação ou compartilhamento pode ser o passo decisivo para um novo capítulo.
Quantas vezes deixamos de valorizar o simples ato de respirar, caminhar ou falar? Para Breno, essas são batalhas diárias.
Breno vive e sobrevive pelo amor e dedicação dos pais. Ajude o menino Breno:
Instagram da campanha: @todospelobreno
Site: todos-pelo-breno-6qp0rr7.gamma.site
Pix: camila.snoopclemer@gmail.com
* Fabio L. Borges, jornalista e cronista gaúcho
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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Foi uma honra poder contar a história do Breno 🙌👊
Muito obrigado pelas suas palavras querida 🥰
Olá a todos. Inicialmente gostaria de parabenizar o querido Fábio Borges por essa linda história. É a tradução dos sentimentos com palavras que só nascem de um coração sincero de amor pelo próximo. Que nosso Deus sempre te mantenha assim e, que historias como estás, sempre cheguem até nós por suas abençoadas palavras.
Gostaria de agradecer o jornalista, Fábio Borges, pelas palavras bem colocadas e verdadeiras. Conheço a família e faço o q posso p estar junto nessa luta, posso dizer q sou um grãozinho de areia nessa construção do bem. Breno, um menino esforçado e de braços abertos esperando por nossa colaboração e sua família q não pensa só em sua luta, pois com a ong, buscam ajudas p quem precisa. A meta de levar o Breno ao México, p o tratamento q está precisando nos faz perseverantes e confiantes q pessoas boas existem e ajudarão nessa causa digna.
#todospelobreno🙏
Parabéns, texto maravilhoso, cheio de empatia descrevendo exatamente a luta diária dessa família.
Lindo relato, parabéns ao escritor. Conheço a família, admiramos a luta e força que eles têm. Deus abençoe e coloque as pessoas certas no caminho do Breno para que ele possa ter esse tratamento que precisa. 🩵
Prezado Fabio L. Borges,
Uma crônica emocionante e essencial que nos faz refletir sobre o verdadeiro valor da saúde e da vida. A Jofré Digital acompanha de perto a jornada do Breno e se solidariza com a força dessa família.
Seu texto destaca a urgência do tratamento Cytotron no México, a grande esperança para o Breno neste momento. Reforçamos seu apelo: cada doação e compartilhamento são vitais para que ele possa acessar essa oportunidade.
Sua ajuda fará TODA a diferença! Vamos juntos nessa corrente.
Siga e saiba mais no Instagram @TodosPeloBreno…See more