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Política Bolsonaro diz que foi orientado por advogados a não dar declarações públicas: “Nada mudou”

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A pesquisa ainda mostra que 51% dos entrevistados acreditam que o ex-presidente não vai ser preso. (Foto: Ton Molina/STF)

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nessa sexta-feira (25) que foi orientado por seus advogados a não dar novas declarações públicas, ainda que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não o impeça de dar entrevistas. “Parecer dos meus advogados: nada mudou, nada posso falar”, disse Bolsonaro ao deixar a sede do PL na tarde dessa sexta.

Ao jornal O Globo, mais cedo, o advogado Celso Vilardi, que lidera a defesa de Bolsonaro, havia afirmado que a equipe jurídica ainda estudava os efeitos práticos da decisão. “Acho que (ele) pode dar entrevistas, sim, mas estamos avaliando com calma”, afirmou Vilardi.

Limites das restrições

Na manhã dessa sexta-feira, ao chegar na sede do PL, em Brasília, Bolsonaro já havia demonstrado incerteza quanto aos limites das restrições impostas: “Você acha que eu posso falar? Falaria sem problema nenhum”, disse.

Na quinta-feira, já havia falado que seus advogados estão analisando as condições: “Não está claro o que eu posso ou não posso falar. Então aguardo meus advogados, que são muito bons e vão me dar um parecer amanhã. Não posso errar. Gostaria muito de falar com vocês, mas o que vai acontecer depois, a gente não sabe”, disse o ex-presidente a jornalistas.

Bolsonaro tem passado os dias na sede do partido, onde recebe aliados e mantém reuniões reservadas. A expectativa entre interlocutores é que ele permaneça mais um dia no local, evitando aparições públicas até ter uma orientação mais clara da defesa.

Na terça-feira, em manifestação enviada ao STF, os advogados negaram que Bolsonaro tenha desrespeitado as medidas cautelares. Eles sustentam que a republicação de suas falas em redes sociais de terceiros foge ao controle do ex-presidente e não pode ser atribuída a ele. Moraes, por sua vez, reiterou que esse tipo de divulgação representa uma tentativa de burlar as restrições, e manteve a proibição de uso de redes sociais, inclusive por meio de intermediários.

Ao falar sobre os motivos que levaram à compreensão de que Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares, o ministro cita como exemplo a veiculação pelas redes sociais de Eduardo Bolsonaro do discurso proferido pelo ex-presidente na Câmara dos Deputados, “momentos após o acontecimento”. “Constata-se a tentativa de burlar a medida cautelar, demonstrando a utilização do ilícito modus operandi anteriormente citado”, diz Moraes. As informações são do jornal O Globo.

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