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Política Após manobra do Centrão, Câmara dos Deputados aprova voto secreto para validar ações criminais contra deputados e senadores

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A proposta amplia a proteção de parlamentares na Justiça como uma espécie de resposta ao avanço do Supremo.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Os articuladores da proposta na Câmara dos Deputados reconhecem a dificuldade para votar o texto. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados retomou nessa quarta-feira (17), por meio de uma manobra regimental, o texto original da PEC da Blindagem e restabeleceu a votação secreta na análise da abertura de processos contra parlamentares.

Com o aval de 314 deputados e em uma articulação de lideranças do Centrão, a proposta final da Casa prevê que deputados e senadores somente poderão ser processados criminalmente após aval da Casa do parlamentar — Câmara ou Senado, a depender do caso.

De acordo com o texto, a votação será secreta, sem registro nominal de votos, e deverá ocorrer em até 90 dias. O texto-base da PEC já havia sido aprovado, em dois turnos, ao longo da noite de terça (16). Pela manhã, os deputados concluíram a análise e, agora, a PEC seguirá para votação no Senado.

Se aprovada pelos senadores, a proposta poderá ser promulgada diretamente pelo Congresso — sem passar por sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta, aprovada nesta quarta, amplia a proteção de parlamentares na Justiça como uma espécie de resposta ao avanço do Supremo Tribunal Federal (STF) em ações contra deputados e senadores.

A PEC retoma, em partes, o texto que vigorou na Constituição entre 1988 e 2001, que estabelecia que deputados e senadores somente poderiam ser processados criminalmente com autorização prévia.

No período, segundo levantamento do portal g1, o Congresso autorizou apenas uma ação e protegeu os seus parlamentares em mais de 250 pedidos.

O texto estende o foro privilegiado aos presidentes nacionais de partidos que tenham parlamentares eleitos. A medida possibilitará que eles sejam julgados criminalmente apenas pelo Supremo.

Além disso, a PEC também faz mudanças na análise das prisões em flagrante de parlamentares, estabelecendo também que a votação será secreta.

A Constituição permite que deputados e senadores sejam presos em caso de flagrante de crime inafiançável, desde que o Congresso valide a detenção. Hoje, a análise é feita em votação aberta. Pela proposta aprovada, a votação não teria mais registro nominal de votos.

Outro ponto controverso da proposta, na avaliação de deputados e entidades de transparência, estabelece que medidas cautelares contra congressistas somente poderão ser decretadas por ordem do STF.

Parlamentares afirmam que a medida pode dificultar ordens contra parlamentares na esfera cível, como, por exemplo, os casos de improbidade administrativa.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), atuou ativamente para aprovar a proposta, liberando votação semipresencial e participando até mesmo da negociação da manobra regimental que retomou a votação secreta.

Na terça, durante a análise do texto-base da PEC, Motta afirmou que a proposta nada mais era do que o “retorno ao texto constitucional de 1988”.

O presidente da Casa avaliou que o tema reunia apoios de diversos partidos e serviria para o “fortalecimento do nosso mandato parlamentar”.

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Vanderlei Ochoa
17 de setembro de 2025 21:49

A roubalheira camuflada…

Jorge Souza
18 de setembro de 2025 12:14

SEMPRE DISSE LUTAR PELA LEI DA FICHA LIMPA, EU LEMBRO, NÃO FICO CRITICANDO OU COBRANDO POR IDEOLOGIA, ATÉ PORQUE NÃO TENHO POLÍTICO DE ESTIMAÇÃO

Jorge Bressan
18 de setembro de 2025 00:07

O que o Sérgio Moro tem a ver com istoquan,quando ele tinha que fazer ele fez que foi colocar o Lulalarapio e seus Blue Caps na cadeia!!

Jorge Souza
17 de setembro de 2025 23:56

SOBRE A PEC DA BLINDAGEM, COM A PALAVRA O SENADOR SÉRGIO MORO, VAMOS VER SE NO SENADO ELE FAZ CAMPANHA PRA NÃO PASSAR, JÁ QUE ELE SE ELEGEU COMO O PALADINO DA JUSTIÇA

Vanderlei Stefani
18 de setembro de 2025 00:29

A safadeza no Congresso atingiu todos os limites suportáveis na política com os bolsonaristas, uma gente hipócrita e safada.

Victor Saib
18 de setembro de 2025 00:36
Victor Saib
18 de setembro de 2025 00:36
Vanderlei Stefani
18 de setembro de 2025 11:48

Os mesmos deputados que querem voto impresso, votaram no voto secreto, é muita hipocrisia

Vanderlei Stefani
18 de setembro de 2025 13:34

Por anistia, 81% da bancada da bala vota a favor de PEC que protege bandido… – Veja mais em https://noticias.uol

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