Sábado, 06 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 23 de setembro de 2025
O texto foi enviado pelo governo ao Congresso em março e é uma promessa da campanha de Lula em 2022.
Foto: Joédson Alves/Agência BrasilO presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a votação do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para a próxima quarta-feira (1º). Relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), o texto foi enviado pelo governo ao Congresso em março e é uma promessa da campanha de Lula em 2022.
A proposta, prioridade para os governistas, já foi aprovada por uma comissão especial em julho e aguarda análise pelo plenário principal da Câmara.
“Abrimos agora o prazo para (apresentação de) emendas. A comissão especial sempre foi um ambiente mais controlado”, disse Lira.
Apesar disso, o deputado disse que o texto foi bem recebido pelos líderes partidários em reunião nessa terça-feira (23). Lira pretende discutir possíveis emendas ao longo da semana com os partidos. A proposta prevê isenção de Imposto de Renda para pessoas com renda mensal até R$ 5 mil – ou R$ 60 mil ao ano – e desconto para quem ganha até R$ 7.350 mensais.
Para compensar a perda de arrecadação, o projeto estabelece uma alíquota progressiva de até 10% para rendimentos acima de R$ 600 mil por ano. A alíquota não valerá para quem já paga 27,5% de IR.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse esperar que a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais seja sancionada até outubro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista, o ministro disse que o combate à desigualdade social é fator primordial para o desenvolvimento do Brasil, o que reforça o posicionamento do governo federal em favor da ampliação da faixa de isenção.
Se tudo der certo, disse o ministro, “20 milhões vão deixar de pagar IR durante este mandato. Já atualizamos a faixa de isenção por três vezes neste governo. Em um mandato, passamos de uma faixa de R$ 1,9 mil (de isenção) para R$ 5 mil. Nunca houve isso”.
Na avaliação de Haddad, a reforma do Imposto de Renda é a primeira real tentativa do Estado brasileiro para mexer no tema da desigualdade. “Além disso, a renda teve um aumento, em 3 anos, de 18% acima da inflação. Não sou eu quem está dizendo. São dados do IBGE. É o maior aumento de renda desde o Plano Real.”
“Uma coisa é combater a miséria, e o presidente Lula está fazendo isso pela segunda vez, ao tirar o Brasil do mapa da fome. Agora, o tema da desigualdade, raramente foi tocado. Estamos entre os piores dez países em termos de distribuição de renda.”
O ministro destacou que, atualmente, o País ainda tem mais de R$ 600 bilhões em renúncias fiscais. “Na minha opinião, esse é o maior escândalo. Nós conseguimos reverter R$ 100 bilhões e foi essa crítica toda ao governo, uma renúncia que já estava batendo em R$ 700 ou R$ 800 bilhões”. Ele disse que o objetivo do governo é diminuir o imposto sobre o consumo ao cobrar mais imposto de renda dos ricos.
“O Congresso Nacional tem, agora, uma oportunidade muito importante, de colocar o Brasil na rota da justiça social e do combate à desigualdade. Não podemos continuar sendo um dos dez piores países em termos de distribuição de renda. É muito difícil pensar em desenvolvimento com esse nível de desigualdade”, completou.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
O POVO TEM QUE FICAR ATENTO À QUEM VOTAR CONTRA
Renúncia fiscal? Vergonha é dar bolsa família 20 anos pra mesma pessoa, é dar dinheiro pra estudante continuar fazenda sua obrigação, é pagar bolsa pra preso, é dar isenção na conta de luz (pro resto do povo pagar) é dar gás de graça, é fazer projeto de CNH de graça. Alguém avisa a EXTREMA ESQUERDA que não existe JANTAR de graça. Alguém ganha, mas alguém paga pelos DOIS. Então aumenta pra R$ 10 mil e vê o circo pegar fogo (pois tem projeto)
Não deveria haver imposto sobre salários, vencimentos ou proventos!!!