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Porto Alegre Prorrogada a vacinação contra o sarampo em Porto Alegre

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A estratégia, que inicialmente iria até 23 de setembro, foi prorrogada sem previsão de encerramento.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A estratégia, que inicialmente iria até 23 de setembro, foi prorrogada sem previsão de encerramento. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A campanha de vacinação contra o sarampo foi prorrogada pelo Ministério da Saúde. Porto Alegre e outros 34 municípios do Rio Grande do Sul seguem intensificando a imunização. A estratégia, que inicialmente iria até 23 de setembro, foi prorrogada sem previsão de encerramento.

A vigilância epidemiológica de Porto Alegre tem em andamento 11 investigações de suspeita de sarampo entre residentes da cidade. Foram notificadas à Vigilância em Saúde 66 suspeitas, sendo 58 de pessoas que moram em Porto Alegre. Dessas 58, 46 foram descartadas, 11 seguem em investigação e um caso importado, de pessoa que viajou aos Estados Unidos, foi confirmado em abril.

A ação consiste em aplicar a chamada “dose zero” em bebês de seis a 11 meses, aumentar a vacinação da população não imunizada e revisar e atualizar a condição vacinal de pessoas que trabalham nas áreas da saúde e da educação.

A dose zero é feita com a vacina dupla viral em bebês de seis a oito meses. Já os bebês de nove a 11 meses de idade devem receber uma dose da tríplice viral.

Para todas as demais faixas etárias, a aplicação é da tríplice viral, disponível em todas as unidades de saúde. A dupla viral segue concentrada em 32 locais de referência (confira a lista abaixo).

A medida foi adotada pelo governo do Estado após a confirmação de um caso importado de sarampo em Porto Alegre e diante do risco de reemergência da doença no Rio Grande do Sul. Os municípios contemplados incluem cidades de Fronteira, da serra e a capital.

Esquema vacinal recomendado

Dose zero

– Bebês de 6 a 8 meses: uma dose da dupla viral

– Bebês de 9 a 11 meses: uma dose da tríplice viral;

Importante: mesmo com a dose zero, bebês devem receber as doses 1 e 2 aos 12 e aos 15 meses de idade.

Atualização de rotina

– Bebês e crianças (12 meses a < 5 anos): 12 meses (D1) tríplice viral; 15 meses (D2) tetra viral (ou tríplice viral + varicela);
– 5 a 29 anos: iniciar ou completar esquema de duas doses de tríplice viral (30 dias de intervalo);
– 30 a 59 anos: uma dose de tríplice viral, se não houver comprovação vacinal;
– Trabalhadores da saúde: duas doses de tríplice viral, em qualquer idade;
– Trabalhadores da educação: conforme esquema da faixa etária;

Também devem se vacinar trabalhadores do turismo, rede hoteleira, transporte (rodoviários, táxi e aplicativos), portos e aeroportos, forças de segurança, salvamento e Forças Armadas.

Importante: pessoas sem registro de vacinação são consideradas não vacinadas.

Sintomas e transmissão

O sarampo é uma doença altamente transmissível e pode ser transmitido antes do início dos sintomas, o que aumenta o risco de contágio.

Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evitar o sarampo é pela vacina. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

Os principais sintomas do sarampo são:

– febre acompanhada de tosse;
– irritação nos olhos;
– nariz escorrendo ou entupido;
– mal-estar intenso;

Em torno de 3 a 5 dias, podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo. Após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade.

 

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