Quinta-feira, 08 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Supremo tem protagonismo excessivo, e nenhum Poder pode ser hegemônico, afirma Barroso, seu ex-presidente

Compartilhe esta notícia:

Ministro ressalva que modelo permitiu ao Brasil período de estabilidade democrática. (Foto: Nadja Kouchi/TV Cultura)

O protagonismo do STF (Supremo Tribunal Federal) é excessivo, e isto é algo que a própria Corte reconhece, afirmou o ministro Luís Roberto Barroso nessa terça-feira (7) em palestra no Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

“Reconheço, o próprio Supremo reconhece, que é excessivo, mas, de novo, (ele) decorre de um modelo constitucional e de uma provocação que vem da política”, disse Barroso. “Nenhum Poder pode ser hegemônico numa República e, portanto, tudo tem a medida certa.”

O ministro ressalvou, por outro lado, que este mesmo arranjo foi o qual permitiu ao país desfrutar do período de estabilidade democrática. “Eu não trataria com desimportância esse papel que o tribunal pôde exercer nesses 37 anos de democracia”.

Barroso também abordou as transmissões pela TV Justiça, que, segundo ele, dão uma exposição e visibilidade públicas aos ministros sem precedentes no mundo. Disse, por exemplo, que ninguém reconheceu o presidente do Tribunal Constitucional alemão quando andou com ele pelas ruas do País.

No Brasil, afirmou, “quando o ministro vota, ele vota para os seus colegas, tentando demonstrar os argumentos do seu voto, mas ele também vota para o público que o está assistindo para que possa compreender o que está se passando”.

Além do papel do STF, o seminário protagonizado pelo ministro focou a judicialização no Brasil e o balanço da gestão do ministro à frente da corte e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de 2023 a 2025. Ele foi sucedido por Edson Fachin há uma semana.

A gestão de Barroso no Supremo foi marcada por julgamentos sobre maconha, sistema prisional e Marco Civil da Internet, mas atingiu o auge com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete por tentativa de golpe de Estado.

“Agora que o julgamento acabou e as provas são públicas, não há nenhuma dúvida de que havia um plano: Punhal Verde Amarelo, que planejava o assassinado do presidente eleito, do vice-presidente e de um ministro do Supremo, documentado, impresso e circulado.”

Sobre o 8 de Janeiro, afirmou que, “no Brasil, as pessoas passam da indignação à pena com uma certa rapidez, mas a verdade é que a gente não pode naturalizar que quem perde as eleições pode invadir os prédios públicos”.

O ministro reforçou, porém, que algumas penas, sobretudo de executores, não de mentores da trama golpista, ficaram elevadas e afirmou ser razoável não somar as penas dos crimes de golpe de Estado e de abolição violeta do Estado democrático de Direito — algo discutido no Congresso.

No fim da palestra, chegou a dizer que “foi juiz por 12 anos”, emendando na sequência “fui, não, sou”. A declaração foi dada em um momento de especulações sobre a possibilidade de Barroso adiantar a aposentadoria do Supremo. (Com informações da Folha de S.Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Operação apreende 14 toneladas de bebidas irregulares em cidade gaúcha
Companhias aéreas criam novas classes de passagem, com opção premium e bilhete sem bagagem
Pode te interessar