Segunda-feira, 01 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 12 de outubro de 2025
O ex-assessor de assuntos internacionais da Presidência durante o governo Jair Bolsonaro, Filipe Martins, tem mobilizado as discussões a respeito da ação penal da trama golpista após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes destituir e depois recuar da decisão de afastar os seus advogados da causa. O episódio mobilizou a extrema-direita nas redes sociais, que acusa a Corte de levá-lo a julgamento sem provas.
Apesar do debate virtual, a Procuradoria-Geral da República (PGR) reuniu um arsenal de documentos e depoimentos que implicam Martins na tentativa de golpe de Estado.
Uma das principais provas da PGR contra Martins é a sua participação na reunião do dia 7 de dezembro de 2022, quando Bolsonaro reuniu o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e os comandantes das Forças Armadas para apresentar uma minuta de decreto com medidas de exceção. Na avaliação da Polícia Federal (PF), o documento daria sustentação ao golpe.
De acordo com o depoimento do ex-comandante do Exército Freire Gomes juntado pela PGR na denúncia, Martins ficou encarregado da leitura do decreto, expondo os seus fundamentos “técnicos”.
Contudo, na fase de oitiva das testemunhas, o general afirmou que não conhecia Martins e não teria como reconhecê-lo. Ele disse em junho deste ano que apenas afirmou à PF que “um assessor” leu a chamada minuta do golpe na reunião do dia 7 de dezembro de 2022, no Palácio da Alvorada.
O depoimento inicial de Freire Gomes, antes da fase oitiva, foi corroborado na delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, que informou à PF que Martins se retirou da reunião com os militares após a leitura do documento. “Filipe Garcia Martins Pereira apresentou e sustentou o projeto de decreto que implementaria medidas excepcionais no país”, resumiu a PGR ao descrever a participação do ex-assessor na trama golpista.
Os registros de entrada e saída de Martins no Palácio da Alvorada entre o pós-segundo turno das eleições de 2022 e a troca de governo em janeiro daquele ano mostram que ele esteve diretamente envolvido nas articulações golpistas conduzidas por Bolsonaro. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a organização criminosa. Martins é citado pela PGR em ao menos três reuniões cruciais naquele período.
Uma dessas reuniões ocorreu no dia 9 de dezembro de 2022, quando Bolsonaro se reuniu com Martins e os generais Walter Braga Netto e Marcelo Câmara para fazer ajustes na minuta golpista diante da resistência expressa pelos comandantes do Exército e da Aeronáutica em aderir ao plano golpista. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os participantes do encontro definiram que seria preciso procurar apoio junto a outros integrantes do Alto Comando do Exército diante da resistência de Freire Gomes.
Um fator adicional que mostra o envolvimento direto de Martins na tentativa de golpe é que seu nome constou no documento apreendido pela PF que continha as delegações de cada um dos membros do “gabinete de crise” que seria instalado após o golpe para “estabelecer diretrizes estratégicas, de segurança e administrativas para o gerenciamento da crise institucional”. O texto dizia que Martins iria ocupar a assessoria de relações institucionais do governo provisório de exceção.
Ainda não há data para que o núcleo 2 da trama golpista, do qual Martins faz parte, vá a julgamento. A ação deste grupo está na fase de alegações finais, o que foi o estopim para que Moraes destituísse os seus advogados.
O ministro argumentou as defesas atuaram de forma “inusitada” e com “nítido caráter procrastinatório” ao deixar de apresentar as alegações finais no prazo, mesmo após intimação – o que, segundo o ministro, configurou litigância de má-fé e tentativa de retardar o andamento da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado. Martins é representado por Jeffrey Chiquini. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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Digamos que a mídia não fala sobre os termos da defesa e das razões finais. Além disto, não aponta provas de que ele não viajou para os Estados Unidos nem participou na tal reunião. Aliás, muita gente estava com medo de que Bolsonaro venceria a eleção e a esquerda faria de tudo para não deixar ele assumir. A segurança em torno de qualquer presidente é muito grande todas as alteranativas são ponderadas e analisadas. Em outras mídias o Felipe é um dos injustiçados e perseguidos e esta tese chegou as autoridades norte-americanas. Hoje em dia acreditar na imprensa é a… Leia mais »