Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de fevereiro de 2016
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Edson Fachin decidiu na sexta-feira retirar de pauta para julgamento denúncia oferecida pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que já se arrasta há três anos. A decisão foi motivada por um recurso da defesa de Calheiros questionando uma diligência realizada no caso.
Para evitar risco de nulidade ao processo, o ministro decidiu enviar a reclamação dos defensores para análise da PGR. O inquérito apura se o presidente do Senado usou dinheiro de empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento.
O escândalo, ocorrido em 2007, foi um dos fatores que levou Calheiros a renunciar à presidência do Senado
na época.
A denúncia contra ele foi liberada no início do mês por Fachin. Se a acusação for acolhida pelo plenário do Supremo, Calheiros passa a ser réu, respondendo pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. O ministro Ricardo Lewandowski era o relator do caso, mas deixou o processo quando assumiu a presidência do STF, em 2014. Fachin assumiu o caso em 2015, após tomar posse no Supremo.
Para justificar que tinha renda para fazer os pagamentos da pensão, Calheiros disse que tinha recebido uma parte com a venda de gado. O suposto comprador, porém, negou que tenha adquirido bois do senador.
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