Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2016
O comando do Ministério Público de São Paulo reagiu à decisão do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) de suspender as investigações sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O colegiado deve decidir amanhã se o promotor Cássio Conserino será mantido à frente do caso.
Os promotores que investigam supostas ligações de Lula e sua esposa, Marisa Letícia, com o triplex do Guarujá, no litoral de São Paulo, disseram que o CNMP foi induzido ao erro ao conceder liminar ao pedido do deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Eles se referiram ao ex-presidente e demais investigados como “pessoas que se consideram acima da lei”.
Os advogados Cristiano Zanin Martins e Nilo Batista, que defendem Lula, afirmaram que as declarações de Conserino, na semana passada, mostram “nova antecipação de juízo de valor”, deixando clara sua “parcialidade”. A defesa disse que Conserino “resiste à autoridade e competência do CNMP ao sustentar que a decisão liminar proferida não passou de um erro” do conselheiro. Os advogados também rebateram as afirmações feitas pelos promotores.
O conselheiro Valter Shuenquener, responsável pela liminar que cancelou o depoimento de Lula, rebateu as críticas do Ministério Público paulista: “Não tem o objetivo de blindar nenhuma pessoa de qualquer investigação”. A suspensão provocou divergências entre analistas, que ressaltaram que a medida pode tanto desgastar politicamente o ex-presidente quanto levantar dúvidas sobre a investigação. (AG)
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