Sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2016
O marqueteiro João Santana se colocou à disposição para prestar esclarecimentos à Operação Lava-Jato após o juiz federal Sérgio Moro negar a seus advogados o acesso às investigações envolvendo o publicitário. Santana comandou as três últimas campanhas do PT à Presidência da República – da presidenta Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, e a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006.
Em ofício encaminhado ao magistrado no sábado, o criminalista Fabio Tofic, que representa o publicitário e sua mulher e sócia, Mônica Moura, afirmou que os dois estão dispostos a prestar esclarecimentos em qualquer investigação que envolva os seus nomes. Tofic disse que o casal “foge completamente ao perfil de investigados” na Operação Lava-Jato.
“São profissionais brasileiros de renome internacional no marketing político, cada centavo que receberam na vida sendo fruto exclusivo de seu trabalho absolutamente lícito”, afirmou o documento. O criminalista ressaltou que Santana e Mônica nunca foram funcionários públicos, nem tiveram contratos com o governo e “não são nem nunca foram operadores de propina ou lobistas”.
Tofic pediu para que eles sejam ouvidos em caráter preliminar para evitar “conclusões precipitadas e prevenir danos irreparáveis” aos dois, já que estão, atualmente, trabalhando na campanha de reeleição do presidente da República Dominicana, Danilo Medina. (AG)
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