Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de fevereiro de 2016
A recessão na economia e o dólar alto diminuíram consideravelmente o ímpeto dos brasileiros para os gastos no exterior. Em janeiro, tradicional mês de férias escolares, quando as despesas aumentam, os gastos lá fora somaram 840 milhões de dólares, com forte queda de 62% frente ao mesmo período de 2015 (2,23 bilhões de dólares).
Também foi o menor valor para meses de janeiro desde 2009, ou seja, em sete anos, quando os gastos de brasileiros no exterior somaram 745 milhões de dólares, segundo informações do BC (Banco Central) nesta terça-feira (23). A série histórica do BC começa em 1995.
O dólar mais alto encarece as passagens e os hotéis cotados em moeda estrangeira, além dos produtos comprados lá fora. A valorização da moeda norte-americana também aumenta os gastos com cartões de crédito e débito no exterior – que sofrem a incidência, ainda, do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) de 6,38%. Em janeiro, a moeda norte-americana avançou 1,93%, para R$ 4,02.
Ao mesmo tempo, a recessão na economia também têm diminuído a renda das famílias. Além disso, a alta da inflação e o nível de endividamento das famílias, que segue elevado no começo deste ano, também têm contribuído para limitar os gastos no exterior. Os juros bancários, por sua vez, continuam em níveis historicamente altos.
Despesas de estrangeiros no Brasil
Com a alta do dólar, o Brasil também ficou mais barato para os estrangeiros e isso também se reflete nos números do Banco Central. Em janeiro deste ano, os moradores de outros países gastaram 650 milhões de dólares no Brasil – com aumento frente ao mesmo período do ano passado (568 milhões de dólares). Foi o maior gasto de estrangeiros no Brasil para janeiro desde 2013, quando eles deixaram 672 milhões de dólares no país. (AG)
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