Sábado, 10 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Julgamento do golpe: Alexandre de Moraes vota para condenar 5 dos 7 membros da ex-cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal

Compartilhe esta notícia:

As ordens judiciais expedidas por Moraes foram cumpridas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro em parte das diligências. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nessa sexta-feira (28) para condenar cinco dos sete integrantes da ex-cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal. Eles são julgados por omissão aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Na decisão, o ministro entendeu que deveriam ser absolvidos os réus Flávio Silvestre de Alencar e Rafael Pereira Martins.

São julgados sete policiais que integravam a cúpula da Polícia Militar do DF à época dos ataques de 8 de janeiro.

Moraes votou para condenar:

* Fábio Augusto Vieira (comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal à época dos fatos);

* Klepter Rosa Gonçalves (à época, subcomandante-geral);

* Jorge Eduardo Barreto Naime (coronel da PMDF);

* Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra (coronel da PMDF);

* Marcelo Casimiro Vasconcelos (coronel da PMDF).

O ministro propôs pena de 16 anos aos réus, sendo 13 anos e seis meses de reclusão (em regime fechado), dois anos e seis meses de detenção (em regime semiaberto ou aberto), e 100 dias-multa (cada dia multa no valor de um terço do salário-mínimo).

Ele também votou pela perda de cargos públicos dos cinco réus.

Moraes, porém, votou para absolver dois réus. São eles:

* Flávio Silvestre de Alencar (major da PMDF);

* Rafael Pereira Martins (tenente da PMDF).

Voto

Para sustentar seu voto, Moraes usou mensagens, depoimentos, fez comparação entre os planos da cúpula da PMDF e medidas padrões que deveriam ter sido adotadas.

O ministro vê condutas omissivas de contribuição relevante para o 8 de janeiro, aponta anuência tácita e conformação psicológica com o risco. Segundo Moraes, “não houve só falhas pontuais”, a Polícia Militar já tinha ciência dos riscos potenciais.

O ministro pediu condenação dos cinco réus pelos crimes de:

* tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado;

* dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima;

* deterioração de patrimônio tombado.

“A atuação da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) nos eventos de 8 de janeiro de 2023 não pode ser compreendida como resultado de falhas pontuais ou imprevisões operacionais. Os fatos evidenciam uma atuação omissiva, dolosa e estruturada, cujo início remonta ao período anterior ao segundo turno das eleições presidenciais de 2022, prolongando-se até o momento da invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes”, declarou o ministro.

Em justificativa, Moraes afirmou que a “resposta estatal não pode ser insuficiente quanto à razoabilidade e proporcionalidade na fixação das sanções”.

Ou seja, que as punições devem ser justas e proporcionais ao que o réu fez. E que a resposta do governo não deve ser fraca ou inadequada.

“Na presente hipótese, as circunstâncias judiciais devem ser analisadas, inclusive, para evitar a constante repetição na história brasileira da transformação de grupos políticos, apoiados em setores militares, em organizações criminosas, desencorajando-os na tentativa de obstruir a manutenção da normalidade democrática em nosso país e perpetuarem-se no poder, independentemente da vontade popular, expressa por eleições livres e periódicas”, escreveu Moraes em seu voto.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Deputado federal diz ter se arrependido de ter tratado Bolsonaro como “mito”
Pesquisadores brasileiros investigam forma inédita de tratar doenças pulmonares graves
Pode te interessar