Sábado, 29 de novembro de 2025
Por Redação O Sul | 29 de novembro de 2025
Parlamentares do PL, advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se reuniram na última segunda-feira em encontro de caráter “emergencial” convocado pelo manda-chuva da sigla, Valdemar Costa Neto, para discutir os rumos do partido diante da prisão preventiva do ex-mandatário, decretada na semana passada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a reunião, a ex-primeira-dama e esposa de Bolsonaro comentou que ora tanto pelo marido quanto por Moraes, autor de mais uma decisão “amarga” para o ex-presidente e aliados.
Michelle foi imediatamente repreendida por um parlamentar do PL. “Ora para o capeta abraçar ele, né?”, disse o parlamentar, cujo nome não foi revelado, se referindo às preces da ex-primeira-dama pelo ministro.
Em breve discussão, Michelle respondeu ao político que “temos que perdoar os inimigos”, pois “Deus manda a gente fazer isso, é a palavra Dele”.
Já na última terça, dia seguinte ao episódio acima, o STF confirmou o trânsito em julgado da ação penal da tentativa de golpe de Estado para Bolsonaro e aliados que integraram o “núcleo crucial” da trama golpista.
Condenado a 27 anos de prisão, o ex-presidente deu início ao cumprimento de sua pena na Superintendência da PF, em Brasília, onde permanece desde então.
Apelo
Na reunião fechada com a bancada parlamentar do PL, Michelle Bolsonaro chorou e fez um apelo para que não sejam antecipadas discussões sobre a escolha do candidato da direita à Presidência da República em 2026.
Segundo relatos feitos à CNN Brasil por pessoas presentes, Michelle teria se emocionado ao relatar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmado que é quem mais sofre com a situação.
Ela chegou a tratar o processo contra seu marido como uma “guerra espiritual” e, embora tenha se referido às decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) como cruéis, revelou que tem orado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do plano de golpe.
Michelle e o vereador Carlos Bolsonaro (PL) relataram preocupação com a saúde do ex-presidente e o temor sobre uma piora do quadro durante sua prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Ambos registraram dificuldade de Bolsonaro de dormir, os efeitos dos medicamentos e as dificuldades sobre o refluxo, que obrigam o ex-presidente a mudar constantemente de posição durante o sono.
De acordo com relatos, Michelle se queixou de falas desencontradas de políticos bolsonaristas e de que “muita gente” estaria querendo se aproveitar do “momento difícil” da família.
Por fim, fez uma cobrança: não é hora, na visão dela, de colocar o foco nas eleições presidenciais de 2026. Nem, muito menos, de pressionar ou tirar o protagonismo de Bolsonaro. As informações são da revista Veja e da CNN.