Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de dezembro de 2025
O dólar fechou em alta de 0,99% nessa segunda-feira (22), cotado a R$ 5,58 – maior valor desde 30 de julho, quando havia encerrado a R$ 5,59. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 0,21%, aos 158.142 pontos, pressionado pelo avanço dos juros futuros e com foco nas eleições de 2026.
Conflitos na Venezuela, Ucrânia e Rússia impactaram negativamente no humor do mercado que refletiu em uma aversão a risco maior em mercados e ativos emergentes. No Ibovespa, empresas ligadas ao petróleo se destacaram na outra ponta por conta dos conflitos. Petrobras, PRIO e outras tiveram dia positivo, apoiadas pelo aumento do preço da commodity no mercado internacional.
Os juros futuros fecharam em forte alta ao longo de toda a curva, pressionados pela piora do real, a moeda que mais se desvalorizou frente ao dólar nessa segunda-feira, em meio ao aumento das remessas de lucros e dividendos ao exterior. O movimento também refletiu a alta na projeção da Selic para 2026 no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central.
Ainda no cenário local, as eleições presidenciais seguem no radar dos investidores. “Nos últimos dias, o cenário ficou um pouco menos tenso. O mercado tem trabalhado próximo do zero a zero, com variações percentuais pequenas e leves quedas. O grande desafio agora passa a ser o fator eleitoral. É fundamental que o mercado tenha mais clareza sobre quem serão os candidatos e quem, de fato, tem chances reais de comandar o país nos próximos quatro anos”, aponta Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos.
Nos EUA, o rali de fim de ano aproxima os índices de ações de suas máximas, após um início de dezembro com volatilidade. “Normalmente, os últimos 5 pregões do ano trazem desempenhos positivos para o S&P 500, apesar da ausência de indicadores importantes para acompanhar”, afirma a estrategista-chefe da Nomad, Paula Zogbi.
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 158.633,98 pontos na máxima e 157.306,76 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 24,9 bilhões. O aumento da aversão a risco fez com que o câmbio tivesse alta consistente nessa segunda, assim como outros ativos de proteção como ouro e prata. No fim do dia, o dólar comercial subiu 1%, a R$ 5,58. “O sentimento é de certa aversão a risco, em meio a renovadas tensões geopolíticas, o que motivou novos recordes de preço para o ouro e para a prata, além de altas consistentes para o petróleo”, aponta a estrategista-chefe da Nomad.
Bolsas de Nova York
Ao contrário do Ibovespa, o clima animado por parte dos investidores nos EUA fez os índices das Bolsas de Nova York terem dia positivo. Ao fim do pregão, o Dow Jones subiu 0,46%, o S&P 500 cresceu 0,64%, enquanto o índice de tecnologia Nasdaq teve alta 0,52%.
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