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Economia Vendas de Natal devem crescer 5,4%, segundo pesquisa

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Itens como smartphones, brinquedos, cosméticos, moda e produtos tradicionais de Natal aparecem como importantes impulsionadores do índice. (Foto: Reprodução)

O Índice Geral de Vendas de Natal 2025, elaborado pelo Ibevar, instituto que representa as varejistas, em parceria com a FIA Business School aponta para um cenário de retomada moderada do consumo para esta importante data do calendário do varejo. O levantamento revela que as vendas devem crescer de 5,4% em relação ao Natal de 2024.

A pesquisa destaca que a Black Friday 2025 apresentou menor intensidade promocional, redução nas intenções de compra e um consumidor mais racional e cauteloso. Essa mudança, porém, tende a favorecer o desempenho das vendas natalinas, uma vez que parte da demanda deixa de ser antecipada em novembro e retorna ao período tradicional das festas.

A análise das linhas de produtos mostra que 69% dos itens avaliados registraram tendência de crescimento entre 2021 e 2025, enquanto 85,5% devem apresentar estabilidade ou expansão na comparação direta com 2024. Itens como smartphones, brinquedos, cosméticos, moda e produtos tradicionais de Natal aparecem como importantes impulsionadores do índice.

Mesmo com juros elevados e endividamento das famílias ainda em patamares altos, o ambiente econômico oferece alguns sinais de alívio. A pesquisa aponta crescimento de 6% na massa real de pagamentos e de 6% no rendimento médio real entre 2024 e 2025, contribuindo para ampliar o poder de compra no fim do ano.

O estudo conclui que o Natal de 2025 deve consolidar uma recuperação moderada, sustentada pelo ganho de renda, pelo recuo do apelo da Black Friday e pela força histórica da data no calendário do varejo brasileiro.

Comércio gaúcho

Em outra frente, o volume de vendas para o Natal deste ano pode chegar a R$ 8 bilhões no comércio gaúcho, segundo estimativa da FCCS-RS (Federação das Câmaras de Comércio e de Serviços do Rio Grande do Sul).

De acordo com a entidade, “essa expectativa positiva está estruturada em fatores como o grande componente emocional que a data oferece, sendo a principal do calendário do comércio, a fortíssima tradição das compras serem feitas em lojas físicas, o crescimento do número de pessoas empregadas no Estado, o que aumenta o poder de consumo e o pagamento do 13º salário para os trabalhadores públicos e privados”.

O presidente da FCCS-RS, Vitor Augusto Koch, destacou que o Natal é uma data na qual as pessoas superam eventuais problemas orçamentários e buscam formas de presentear seus entes queridos, mesmo que seja com artigos de menor valor agregado.

“Dezembro é um mês onde as vendas do comércio crescem de maneira consistente, chegando a ser, em algumas oportunidades, 30% superior aos demais meses do ano. Há segmentos que se sobressaem nesse período, como vestuário, calçados e acessórios, que são bastante procurados como opções de presentes, além de brinquedos, eletroeletrônicos, eletrodomésticos e artigos de perfumaria e cosméticos. Supermercados e restaurantes também devem ter boa movimentação em função das ceias do Natal e de Réveillon”, afirmou Koch.

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